As actividades realmente taxadas serão aquelas que causam impacto significativo e que naquilo que é o quotidiano das populações não eram tradicionalmente realizadas, algumas dessas actividades susceptíveis de serem taxadas, nem terão autorização à sua execução por estarem proibidas no Plano de Ordenamento.
domingo, 11 de julho de 2010
Pagamento de Taxas pelos residentes do Parque sobre os actos e serviços prestados pelo ICNB
As actividades realmente taxadas serão aquelas que causam impacto significativo e que naquilo que é o quotidiano das populações não eram tradicionalmente realizadas, algumas dessas actividades susceptíveis de serem taxadas, nem terão autorização à sua execução por estarem proibidas no Plano de Ordenamento.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Povos de Montesinho em exposição em Madrid
De Junho 2010 a Janeiro 2011
Local: C/José Gutiérrez Abascal, 2. 28006 Madrid
Através de uma visita ao Parque Nacional W do Níger (África), Sariska Tiger Reserve (Índia) e Parque Natural de Montesinho (Portugal), os visitantes podem "conviver" com os caçadores de arco e flecha Gourmantché , os pastores Gurjar e os povos de Montesinho, grupos humanos que que têm convivido quotidianamente com os leões, tigres ou lobos. Trata-se da primeira apresentação pública, em Espanha da cultura da tribo Gourmantché, além de aprofundar o retrato da cultura do Gurjar de Rajasthan e dar a conhecer detalhes das relações entre as sociedades rurais da Península Ibérica com o lobo e a grande fauna.
Esta exposição baseia-se principalmente na investigação do antropólogo e etnobiólogo João Pedro Galhano Alves*, que não só conviveu com as populações locais, como também viveu da mesma forma que elas. A exposição compreende resumos dos resultados dos seus trabalhos, parte do seu arquivo fotográfico e uma representação de sua colecção de amostras etnológicas e etnobiológicas obtidas no povos e ecossistemas que estudou. Imagens e peças emblemáticas do Museu Nacional de Ciências Naturais e de outros investigadores completam a amostra.
Arcos Gourmantché com flechas envenenadas, amuletos mágicos-religiosos e cajados de pastores Gurjar e Peul. Algo tão simples e, por vezes, tão incrivelmente artesanal como um prato feito a partir de folhas de árvores silvestres ou um coleira de cão pastor do noroeste peninsular são apenas alguns objetos que "transportarão" para o público para uma realidade diferente, onde a natureza e o ser humano se fundem num único conceito.
O leão, o tigre e o lobo ibérico, juntamente com outras espécies de exemplares naturalizados da coleção do Museu Nacional de Ciências Naturais, como o búfalo, o javali ou curioso porco formigueiro serão o testemunho da beleza e variedade de fauna destas regiões, do que supõe "viver em biodiversidade total."
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Estação de Biodiversidade inaugurada no Parque Biológico de Vinhais
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Festival Internacional da Máscara Ibérica de 20 a 23 Maio 2010 em Lisboa
Consulte aqui o programa: http://www.festasdelisboa.com/?t=event&id=77
Sugestões de Visita - Museu Ibérico da Máscara e do Traje
"Integrado no projecto “Máscaras”, o Museu Ibérico da Máscara e do Traje tem como base uma parceria de cooperação transfronteiriça entre o Município de Bragança e a Deputación de Zamora, sendo, por isso, apoiado pela União Europeia através dos fundos INTERREG.
Inaugurado no dia 24 de Fevereiro de 2007, o museu tem como objectivo preservar e promover a identidade e a cultura do povo desta região de fronteira, unido por milénios de história.
Dele fazem parte trajes e máscaras característicos de determinadas Festas de Inverno e Carnaval de Trás-os-Montes, Lazarim e distrito de Zamora, permitindo ao visitante contactar, em qualquer altura do ano, com uma multiplicidade de festas, personagens e rituais, elementos únicos da nossa cultura.
Para além do contacto com os personagens, que recriam com todo o rigor mais de 50 caretos, o interior do museu permite ainda ao visitante, ao som da música tradicional, das fotografias, dos documentários e da panóplia de objectos expostos, conduzi-lo por uma viagem ao universo mágico que ainda hoje pode ser apreciado e vivido em diferentes localidades de Bragança e Zamora durante os meses de Inverno (Dezembro, Janeiro e Fevereiro).
Dividido em três pisos, sendo o 1º dedicado às festas de Inverno Transmontanas, o 2º às festas da Região de Zamora e o 3º ao Carnaval das duas regiões. Os artesãos, criadores deste património, têm também um espaço de destaque no 3º piso do museu.
O Museu disponibiliza ainda, através do seu Serviço Educativo, um programa de visitas guiadas, visitas/Jogo e ainda workshops de máscaras."
Dia Internacional da Biodiversidade - 22 Maio - Parque Biológico de Vinhais
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Nevada em Maio
Vídeo da Serra da Nogueira:
Pode ver fotos aqui
sábado, 17 de abril de 2010
Viburnum lantana L. - descoberta de nova planta para a flora autóctone de Portugal no vale do Rio Mente
[1] ALVES, V. ∫1. Novarum Flora Lusitana Commentarii: Viburnum lantana L.- uma nova espécie para a flora indígena de Portugal. Silva Lus., dez. 2009, vol.17, no.2, p.243-244. ISSN 0870-6352.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Morchella spp.
sábado, 20 de março de 2010
Cuscos em Trás-Os-Montes
Documentário realizado em Vinhais por: AS IDADES DOS SABORES – Associação para o Estudo e Promoção das Artes Culinárias
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Dialecto rionorês - contributo para o seu estudo
Estudo populacional do veado (Cervus elaphus L.) no nordeste transmontano
Ano 2009
Resumo:
Tese completa disponível em: http://biblioteca.sinbad.ua.pt/teses/2009001237
Etnobotânica da Moimenta da Raia: a importância das plantas numa aldeia transmontana
Artigo completo disponível em: http://hdl.handle.net/10198/916
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
XXX FEIRA DO FUMEIRO DE VINHAIS - 11 A 14 DE FEVEREIRO 2010
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Estudo da comunidade macrofúngica associada a souto (C. sativa), pinhal (P. pinaster) e carvalhal (Q. pyrenaica), no Nordeste Transmontano
Resumo
No Nordeste Transmontano existem sistemas florestais e agro-florestais de grande importância sócio-económica, como o castanheiro (Castanea sativa), o pinheiro (Pinus pinaster) e o carvalho negral (Quercus pyrenaica), que estabelecem associações simbióticas com fungos do solo, resultando a formação de ectomicorrizas. A maioria destes fungos, produz estruturas reprodutoras macroscópicas, os carpóforos, esporóforos ou macrofungos, alguns dos quais com elevada valorização comercial.
O trabalho que se apresenta desenvolve-se no âmbito de um Projecto AGRO 689 "Demonstração do papel dos macrofungos na vertente agronómica, económica e ambiental no Nordeste Transmontano. Aplicação à produção de plantas de castanheiro, pinheiro e carvalho", no qual se pretende demonstrar a biodiversidade da flora micológica que ocorre nestes três habitates (souto, pinhal e carvalhal), por forma a sensibilizar para a importância do uso sustentado de um recurso natural de grande valor social e ambiental.
Neste sentido, seleccionou-se um carvalhal, um souto e um pinhal, na área do Parque Natural de Montesinho. Em cada um dos povoamentos estabeleceram-se 3 parcelas, cada uma com área de 100 m2 onde, durante o período de Outono- Inverno de 2004, se procedeu, semanalmente, à colheita de macrofungos. Após transporte, no laboratório, foram separados e identificados até à espécie ou ao género.
No Carvalhal foram colhidas 48 espécies de macrofungos pertencentes a 25 géneros, sendo os mais representados Mycena (8 espécies), Inocybe e Cortinarius (7 espécies cada). As espécies que surgiram em maior quantidade (expressa em número de carpóforos encontrados) foram Mycena rosea e Cortinarius helobius. Cerca de 69% do total das espécies colhidas são micorrízicas, sendo as restantes 31% não micorrízicas.
No souto foi colhido um menor número de espécies (8), pertencentes a 5 géneros, sendo os mais representados Inocybe (3 espécies) e Tricholoma (2 espécies). As espécies que surgiram em maior quantidade foram Inocybe geophylla, Inocybe flocculosa e Hebeloma crustuliniforme. No souto, surge uma clara dominância dos macrofungos micorrízicos, que perfazem 87% do total de espécies encontradas.
No pinhal foram colhidas, ao longo da época de amostragem, somente sete espécies, pertencentes a 4 géneros, sendo o mais representado Mycena, com 4 espécies. As espécies que surgiram em maior quantidade foram Mycena pura e Collybia sp.1. Todas as espécies colhidas neste habitate são saprófitas.
Comparando os três habitates, torna-se evidente a maior diversidade de espécies de macrofungos no carvalhal, assim como o maior número de carpóforos.
Discute-se a diversidade macrofúngica dos três ecossistemas, tendo em conta as condições climáticas particulares da época em estudo.Leia o artigo completo disponível em: http://www.esac.pt/cernas/cfn5/docs/T5-64.pdf
ETNOBOTÂNICA DE ALGUMAS ESPÉCIES ARBÓREAS E ARBUSTIVAS DO PARQUE NATURAL DE MONTESINHO
RESUMO
O Parque Natural de Montesinho é uma área protegida localizada no nordeste de Portugal. Durante cerca de quatro anos (2000 a 2004) foi realizado um exaustivo trabalho de inquirição com o objectivo de compilar, descrever e analisar os saberes etnobotânicos da população em estudo. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas a uma centena de pessoas, maioritariamente mulheres, de trinta aldeias pertencentes a dois concelhos do Distrito de Bragança (Bragança e Vinhais).
Os dados foram organizados num catálogo etnobotânico que apresenta 364 espécies de plantas vasculares, muitas das quais são espécies florestais ou arbustivas. Registaram-se elevados índices de consenso (0,93), apesar da maioria dos usos descritos já não se verificarem na actualida-de e fazerem só parte da memória dos inquiridos.
Juglans regia e Castanea sativa são das espécies com maior importância relativa, enquanto Pterospartum tridentatum, Cytisus multiflorus e Erica australis encontram-se entre as que obtive-ram maior frequência relativa de citação.
Os resultados obtidos discutem-se em função das categorias de uso definidas e dos índices de utilização.
PALAVRAS-CHAVE: etnobotânica, PNM, usos tradicionais de árvores e arbustos.
Traditional knowledge of wild edible plants used in the northwest of the Iberian Peninsula (Spain and Portugal): a comparative study
Abstract
Background: We compare traditional knowledge and use of wild edible plants in six rural regions of the northwest of the Iberian Peninsula as follows: Campoo, Picos de Europa, Piloña, Sanabria and Caurel in Spain and Parque Natural de Montesinho in Portugal.
Methods: Data on the use of 97 species were collected through informed consent semistructured interviews with local informants. A semi-quantitative approach was used to document the relative importance of each species and to indicate differences in selection criteria for consuming wild food species in the regions studied.
Results and discussion: The most significant species include many wild berries and nuts (e.g. Castanea sativa, Rubus ulmifolius, Fragaria vesca) and the most popular species in each food-category (e.g. fruits or herbs used to prepare liqueurs such as Prunus spinosa, vegetables such as Rumex acetosa, condiments such as Origanum vulgare, or plants used to prepare herbal teas such as Chamaemelum nobile). The most important species in the study area as a whole are consumed at five or all six of the survey sites.
Conclusion: Social, economic and cultural factors, such as poor communications, fads and direct contact with nature in everyday life should be taken into account in determining why some wild foods and traditional vegetables have been consumed, but others not. They may be even more important than biological factors such as richness and abundance of wild edible flora. Although most are no longer consumed, demand is growing for those regarded as local specialties that reflect regional identity."
Pardo-de-Santayana, M et al. Journal of Ethnobiology and Ethnomedicine. 2007;3:27. Disponível em http://www.biomedcentral.com/content/pdf/1746-4269-3-27.pdf
O Homem e o Javali, um estudo no PNM
NATURAL PARK, PORTUGAL
ABSTRACT
Scientific research on the relationships between humans and wild boar (Sus scrofa Linnaeus) are rare. Wild boar is a fundamental species in many ecosystems, but has been exterminated by man in most of the species’ range. In the Montesinho Natural Park, Portugal, rural societies still coexist with wild boar, large wild herbivores, and wolves in a high biodiversity ecosystem. The study of their cultural representations of wild boar shows they have little knowledge of its ecology. They represent wild boar in the top of the trophic chains, more powerful than wolf, having not a buffer effect on wolf attacks on domestic herds. Few damages on crops have a strong psychological effect. People do not see any ecological nor social utility to the species, unless as a prey for hunters. Many people suggest that wild boar should be exterminated. Poaching might endanger the stability of the species. Environmental education and individual participation in conservation might bring a better balance to these ecological, cultural, and economical relationships surrounding wild boar.
development, Wild boar."
Galhano-Alves, J P. Galemys. 2004;16:223-230, disponível em: http://www.secem.es/GALEMYS/PDF%20de%20Galemys/16%20(NE).%20PDF/019%20%20Galhano%20223-230.pdf
The "written stones" of the Montesinho Natural Park: Where palaeontology meets popular
Artur A. Sa, Universidade de Tras-os-Montes e Alto Douro (Portugal)
Juan Carlos Gutierrez-Marco, Instituto de Geologia Economica (CSIC-UCM) (Spain)
Carlos Meireles, Laboratorio Nacional de Energia e Geologia (Portugal)









