sábado, 20 de março de 2010
Cuscos em Trás-Os-Montes
Documentário realizado em Vinhais por: AS IDADES DOS SABORES – Associação para o Estudo e Promoção das Artes Culinárias
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Dialecto rionorês - contributo para o seu estudo
Estudo populacional do veado (Cervus elaphus L.) no nordeste transmontano
Ano 2009
Resumo:
Tese completa disponível em: http://biblioteca.sinbad.ua.pt/teses/2009001237
Etnobotânica da Moimenta da Raia: a importância das plantas numa aldeia transmontana
Artigo completo disponível em: http://hdl.handle.net/10198/916
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
XXX FEIRA DO FUMEIRO DE VINHAIS - 11 A 14 DE FEVEREIRO 2010
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Estudo da comunidade macrofúngica associada a souto (C. sativa), pinhal (P. pinaster) e carvalhal (Q. pyrenaica), no Nordeste Transmontano
Resumo
No Nordeste Transmontano existem sistemas florestais e agro-florestais de grande importância sócio-económica, como o castanheiro (Castanea sativa), o pinheiro (Pinus pinaster) e o carvalho negral (Quercus pyrenaica), que estabelecem associações simbióticas com fungos do solo, resultando a formação de ectomicorrizas. A maioria destes fungos, produz estruturas reprodutoras macroscópicas, os carpóforos, esporóforos ou macrofungos, alguns dos quais com elevada valorização comercial.
O trabalho que se apresenta desenvolve-se no âmbito de um Projecto AGRO 689 "Demonstração do papel dos macrofungos na vertente agronómica, económica e ambiental no Nordeste Transmontano. Aplicação à produção de plantas de castanheiro, pinheiro e carvalho", no qual se pretende demonstrar a biodiversidade da flora micológica que ocorre nestes três habitates (souto, pinhal e carvalhal), por forma a sensibilizar para a importância do uso sustentado de um recurso natural de grande valor social e ambiental.
Neste sentido, seleccionou-se um carvalhal, um souto e um pinhal, na área do Parque Natural de Montesinho. Em cada um dos povoamentos estabeleceram-se 3 parcelas, cada uma com área de 100 m2 onde, durante o período de Outono- Inverno de 2004, se procedeu, semanalmente, à colheita de macrofungos. Após transporte, no laboratório, foram separados e identificados até à espécie ou ao género.
No Carvalhal foram colhidas 48 espécies de macrofungos pertencentes a 25 géneros, sendo os mais representados Mycena (8 espécies), Inocybe e Cortinarius (7 espécies cada). As espécies que surgiram em maior quantidade (expressa em número de carpóforos encontrados) foram Mycena rosea e Cortinarius helobius. Cerca de 69% do total das espécies colhidas são micorrízicas, sendo as restantes 31% não micorrízicas.
No souto foi colhido um menor número de espécies (8), pertencentes a 5 géneros, sendo os mais representados Inocybe (3 espécies) e Tricholoma (2 espécies). As espécies que surgiram em maior quantidade foram Inocybe geophylla, Inocybe flocculosa e Hebeloma crustuliniforme. No souto, surge uma clara dominância dos macrofungos micorrízicos, que perfazem 87% do total de espécies encontradas.
No pinhal foram colhidas, ao longo da época de amostragem, somente sete espécies, pertencentes a 4 géneros, sendo o mais representado Mycena, com 4 espécies. As espécies que surgiram em maior quantidade foram Mycena pura e Collybia sp.1. Todas as espécies colhidas neste habitate são saprófitas.
Comparando os três habitates, torna-se evidente a maior diversidade de espécies de macrofungos no carvalhal, assim como o maior número de carpóforos.
Discute-se a diversidade macrofúngica dos três ecossistemas, tendo em conta as condições climáticas particulares da época em estudo.Leia o artigo completo disponível em: http://www.esac.pt/cernas/cfn5/docs/T5-64.pdf
ETNOBOTÂNICA DE ALGUMAS ESPÉCIES ARBÓREAS E ARBUSTIVAS DO PARQUE NATURAL DE MONTESINHO
RESUMO
O Parque Natural de Montesinho é uma área protegida localizada no nordeste de Portugal. Durante cerca de quatro anos (2000 a 2004) foi realizado um exaustivo trabalho de inquirição com o objectivo de compilar, descrever e analisar os saberes etnobotânicos da população em estudo. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas a uma centena de pessoas, maioritariamente mulheres, de trinta aldeias pertencentes a dois concelhos do Distrito de Bragança (Bragança e Vinhais).
Os dados foram organizados num catálogo etnobotânico que apresenta 364 espécies de plantas vasculares, muitas das quais são espécies florestais ou arbustivas. Registaram-se elevados índices de consenso (0,93), apesar da maioria dos usos descritos já não se verificarem na actualida-de e fazerem só parte da memória dos inquiridos.
Juglans regia e Castanea sativa são das espécies com maior importância relativa, enquanto Pterospartum tridentatum, Cytisus multiflorus e Erica australis encontram-se entre as que obtive-ram maior frequência relativa de citação.
Os resultados obtidos discutem-se em função das categorias de uso definidas e dos índices de utilização.
PALAVRAS-CHAVE: etnobotânica, PNM, usos tradicionais de árvores e arbustos.
