
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
29ª Feira do Fumeiro de Vinhais 2009
sábado, 1 de novembro de 2008
Brama dos Veados no PNM
"Após a sua reintrodução na Reserva Regional de Caza Sierra de la Cullebra, zona de caça espanhola que faz fronteira, a nordeste, com o Parque Natural de Montesinho, na década de 70, o veado (Cervus elaphus) expandiu-se para território português, ocupando actualmente mais de 30.000ha e apresentando uma população com mais de 700 indivíduos.Durante o período de Setembro a Outubro, acontece anualmente um dos espectáculos mais belos e intimistas do nosso meio natural e que corresponde ao período de acasalamento do veado, conhecido por época da “Brama”. Os machos, normalmente tímidos ao longo do ano, evidenciam agora uma grande exuberância, emitindo fortes bramidos que denunciam a sua presença face aos outros machos concorrentes, num exercício de demonstração de poder sobre um território e sobre as fêmeas que o habitam.Para lá do aspecto cénico desta época, importa referir o grande valor da espécie em termos de conservação da natureza, o veado é o maior mamífero dos ecossistemas ibéricos e desempenha um importante papel no equilíbrio deste ecossistema nordestino, sendo um elemento de grande relevância na cadeia alimentar do lobo-ibérico (Canis lupus signatus).Importa pois encontrar caminhos que, preservando os ecossistemas, levem ao encontro de soluções que compatibilizem os vários interesses que actuam sobre o território, como a conservação da natureza, as actividades agrícolas e florestais, o turismo e a caça." ( in ICNB)
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
A 3ª edição da Rural Castanea aproxima-se...
FESTA DA CASTANHA. Parque Municipal de Exposições e Feiras. De 31 de Outubro a 2 De Novembro.Semana Gastronómica da Castanha;
Mercado das Colheitas de Outono;
Tasquinhas e Restaurantes;
Venda de Castanha;
Jornadas do Castanheiro;
Exposições;
Animação.
sábado, 19 de julho de 2008
Parque Natural de Montesinho recebe escuteiros belgas
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Vinhais Fest 2008 - Novo Festival em Trás-Os-Montes - 29 e 30 de Agosto 2008
Não se esqueça de anotar na sua agenda esta data...
domingo, 8 de junho de 2008
Serra da Nogueira - mês de Junho




Maratona de BTT - Montesinho 101 no dia 22 de Junho
"Unirá as duas principais montanhas que circundam Bragança, a Serra da Nogueira e a Serra de Montesinho.
Terá 3 percursos alternativos, que cada um escolherá de acordo com as suas capacidades ou estado de preparação física:
Percurso de 44 km
Percurso de 77 km
Percurso de 101 km (só para os mais preparados, para os corajosos). "
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho foi aprovado
quarta-feira, 28 de maio de 2008
O Parque Biológico de Vinhais já abriu!
O Parque Biológico de Vinhais (PBV) abriu as portas este mês. Já aguardava há algum tempo este momento, de tal modo que espero ir fazer-lhe uma visita logo que possa, já tive a oportunidade de fazer nessa zona várias caminhadas a pé e estou convicto que não haveria melhor sítio que aquele para desenvolver um projecto como este.O PBV encontra-se a 2 km de Vinhais, a quase 1000 metros de altitude, a vegetação aí contrasta com a de regiões mais baixas, pois por apresentar-se no limite meridional da serra da Coroa, tem maior pluviosidade pelo efeito orográfico e aí os carvalhos e pinheiros-silvestres dominam a paisagem numa mancha quase contínua, que impossibilita vislumbrar os verdadeiros limites do parque biológico. Os pinheiros-silvestres fazem lembrar uma região alpina, mas os carvalhos são os inconfundíveis que por cá existem no nordeste. Caminhando umas dezenas de metros para norte, ao longo desses 4 hectares de parque alcançamos um pequeno lago, onde a vida fervilha com o chegar da Primavera, continuando a caminhada somos invadidos por uma mistura de cores, sons, aromas e até sabores para aqueles que gostam de umas amoras ou de uns morangos silvestres e mesmo o tacto entra em cena para quem gosta de sentir os troncos das árvores, as pedras, a água, é uma entrega total a uma natureza pura, mas...por vezes movemo-nos pé-ante-pé, quando um ruído seco quebra a melodia persistente de um Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula) numa manhã fria, será um veado?, um texugo?, um lobo?, a expectativa aumenta...oh afinal era apenas uma raposa atrevida que ousava sair do bosque banquetear-se a um lameiro, pois já...são horas de almoço! E que tal descer à vila provar o famoso salpicão de Vinhais ou umas trutas do Rabaçal ou do Tuela.
O parque tem como objectivos a interpretação da paisagem, a educação ambiental, o ecoturismo e a conservação da natureza. Tem vários animais selvagens e domésticos em estado de semi-liberdade, bem com um jardim botânico, tem uma exposição permanente alusiva a aves, mamíferos domésticos ou selvagens e vegetação, existem vários percursos pedestres.Está munido de um parque de campismo rural com bungalows (por apenas 30€/dia) e uma área destinada a tendas e caravanas, há também uma Hospedaria, que resultou da recuperação de um antigo Solar, situada em Rio de Fornos, uma aldeia nas proximidades, se preferir pode ficar em Vinhais. Para uma informação mais detalhada clique aqui, leia também as seguintes notícias Jornal Nordeste, Mensageiro Notícias.
PBV: 273 771 040, geral@parquebiologicodevinhais.com
Câmara Municipal de Vinhais: 273 770 300
terça-feira, 22 de abril de 2008
Um ano de existência
O blog fez o seu primeiro ano de existência, noto que ainda está muito por escrever para atingir os objectivos a que me propús.
Ficam aqui alguns dos principais temas que espero vir a abordar ao longo deste ano:
- lobo-ibérico
- carvalhos
- caracterização climática
- consequências das alterações climáticas no PNM
- caracterização geológica
- caracterização geomorfológica
- abordagem histórico-antropológica: desde os primeiros povos até à actualidade; cultura; tradições
- o problema da desertificação populacional
- análise do Plano Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidro-eléctrico no âmbito dos rios do parque que constavam na lista dos 25 projectos. Até quando estarão livres de perigo?
domingo, 13 de abril de 2008
Reportagem sobre o Cão de Gado Transmontano
Se quiser conhecer melhor esta raça de cães consulte: Associação de Criadores de Cão de Gado Transmontano (ACCGT)
terça-feira, 1 de abril de 2008
Fetos e não só...
Cabelinha; Feto-de-cabelinho (Culcita macrocarpa)

Doiradinha; Douradinha; Erva-de-ouro; Erva-dourada (Asplenium ceterach)

Falso-feto-macho ou Fentilha (Dryopteris affinis)
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Uma breve história sobre os castanheiros...
Inglês – Sweet chestnut, European chestnut
Francês – Châtaignier, castagnié
Castelhano – Castaño común
Italiano – Castagno
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Novidades no Blog
Embora o blog já possuísse feeds agora é mais fácil subscrevê-los, além disso pode ser alertado de novos posts via email.
Desta forma pode saber com maior facilidade, comodidade e de forma totalmente gratuita das novidades do blog.
Em relação a novos posts, estou a fazer um esforço para fazer novas publicações em breve. Tenho tido pouco tempo para me dedicar ao blog, as minhas desculpas.
Por último, queria fazer um apelo para serem mais participativos e mais críticos, comentando os diferentes artigos. Isso motivar-me-ia a escrever mais.
Victor Alves
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Região ocidental do Parque em Dezembro 2007
domingo, 13 de janeiro de 2008
28ª Feira do Fumeiro de Vinhais - 31 de Janeiro a 3 de Fevereiro de 2008
sábado, 8 de dezembro de 2007
Amelanchier ovalis - uma raridade em Portugal
Já havia uns tempos que esta pequena árvore me andava a dar dores de cabeça, finalmente decidi contactar um especialista na matéria o Prof. Carlos Aguiar da Escola Superior Agrária - Instituto Politécnico de Bragança (ESA-IPB).
Nas minhas pesquisas pelos rios da região ocidental do PNM, que conheço ao longo de dezenas de quilómetros, encontrei esta bela planta. A minha descoberta deu-se há uns anos, no rio Mente. Verifiquei que apresentava uma distribuição muito restrita, somente num local ao longo de escassas centenas de metros das margens desse rio. Crescia no leito de cheia, apenas em regiões muito rochosas, não existia nos ribeiros de montanha que afluem no rio. Por ser uma área natural e pela especificidade do seu habitat, excluí que pudesse ser introduzida. Com curiosidade de saber mais sobre ela fui pesquisando na internet e em vários livros, mas sem sucesso. Como a única coisa que me liga à botânica, é a paixão que sinto pela Natureza, porque não sonhar um pouco e pensar que pudesse ser uma espécie ainda não descrita! Os argumentos que tinha eram: planta com distribuição restrita resultado da especificidade do seu habitat - substrato rochoso nos leitos de cheia - conjugado com as condições climáticas locais, altitude, exposição solar.
Este ano surpreendente encontrei-a no rio Rabaçal, mais a norte e a maior altitude, as condições eram em tudo semelhantes - margem do rio muito rochosa. Foi então que decidi contactar alguém entendido na matéria - o Prof. Carlos Aguiar que facilmente a identificou através de uma fotografia.
Amelanchier ovalis no Rio Mente
É oriunda do centro e sul da Europa, distribuindo-se desde a Península Ibérica até à Crimeia, bem como nas Ilhas de Maiorca, Sardenha, Córsega, e já fora da no nosso continente na Anatólia, Caucaso, Líbano e Magreb. Na península Ibérica, encontra-se nos sistemas montanhosos da metade leste da península, mas também nas montanhas Cantábricas, de Zamora, Ourense e Norte de Portugal. Cá em Portugal, segundo me disse o Prof. Carlos Aguiar só se encontra no Noroeste (Minho), Nordeste Transmontano, nos rios Douro e Tejo. Além disso, aquelas populações que encontrei nos rios Mente e Rabaçal (PNM) não estavam descritas e, portanto não estão assinaladas no mapa seguinte (a mancha verde no nordeste transmontano estender-se-á, portanto, mais para oeste). .jpg)
Distribuição de Amelanchier ovalis em Portugal - mapa gentilmente cedido pelo Prof. Carlos Aguiar (ESA-IPB)
Prefere bosques e matagais pouco densos, orlas florestais, sebes, fendas de penhascos, sobretudo em terrenos rochosos e de preferência calcáricos, entre os 300 e 2500m de altitude. Nos andares bioclimáticos meso e supramediterrânico, mas também pode chegar ao andar oromediterrânico.
São-lhe atribuídas as propriedades medicinais de: hipotensor moderado e anti-inflamatório leve.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Corredores ecológicos precisam-se! - Situação do lado português (3 de 3)
Do lado português só contacta, com o Sítio/ZPE - Sabor e Maças, unicamente pelo vale do rio Maças. Era importante que esse contacto fosse mais extenso, ocorrendo este também pelo vale do Sabor. Fazendo uma avaliação biogeográfica do nordeste verifica-se que os Sítios e ZPE's seguintes poderiam estar totalmente interligados em termos legais, dada a sua proximidade: Samil, Romeu, Rio Sabor e Maças, Minas de Santo Adrião, Morais, Douro Internacional e Vale do Rio Águeda, Vale do Côa e Montesinho/Nogueira.

sábado, 24 de novembro de 2007
Corredores ecológicos precisam-se! - Montes do Invernadeiro aqui tão perto (2 de 3)
Vertente sul dos Montes do Invernadeiro e
Embalse das Portas construído num amplo vale de origem glaciar, formando um enorme lago
"ADEGA solicita a inclusión do Canón do río Mente en Rede Natura
A grande cota de biodiversidade ven dada porque é unha zona de Ecotono, é dicir, unha zona de contacto difuso entre a vexetación eurosiberiana e máis a mediterránea. A xuntanza dos dous tipos de vexetación ocasiona que un elevado número de especies distintas medren nun pequeno territorio.
A protección entre o Invernadeiro e Montezinho, pasando por Pena Nofre é importante para crear un corredor biolóxico que permita as especies, nomeadamente animais, conectar uns territorios con outros. A conexión dos distintos territorios aumenta as posibilidades de supervivencia de especies de alto valor ecolóxico.
Según o traballo realizado polo biólogo Xosé Ramón Reigada, entre as valiosas especies do Canón do Río Mente podemos atopar a Cornalleira (Pistacia terebinthus), o pradairo de Montpellier (Acer monspessulanum) e as especies protexidas polo Catálogo Galego de Especies Ameazadas, Aguia real (Aquila chrysaetos), Píntega galega (Salamandra salamandra subespecie gallaica) entre outras moitas.
Esta riqueza natural sen dúbida pode potenciar o desenvolvemento do turismo rural nesta zona ateazada polo despoboamento e ademais a súa protección baixo a Rede Natura permite o mantemento das actividades tradicionais como a Agricultura e a Gandería. A Rede Natura constitúe unha oportunidade para a dinamización do rural galego a súa posta en valor e o desenvolvemento endóxeno e sustentable. Os productos agrícolas como a castaña, o mel, etc dispoñen así de argumentos para resaltar a súa calidade e o valor da agricultura como necesaria para manter unha alta biodiversidade."
Corredores ecológicos precisam-se! - Introdução (1 de 3)
Este Parque não apresenta uma continuidade com os Parques vizinhos de Espanha (Parque Natural do Invernadeiro a noroeste e Parque Natural del Lago de Sanábria y alredores, a norte). Seria necessário que uma área intermédia também classificada se estabelecesse, já que as regiões espanholas adjacentes se apresentam bem conservadas. Claro que temos de atender que toda essa faixa espanhola a norte se encontra atravessada pela auto-estrada das Rias Baixas (A52), mas esta é rica em túneis e viadutos, perfazendo um total de cerca 5 Km, numa extensão de 55 Km de percurso, que permite o livre trânsito que seres vivos.
Não podemos esquecer que algumas dessas áreas adjacentes estão classificadas ao abrigo da Rede Natural 2000, mas não estabelecem a tal ponte ecológica que refiro. É o caso da Pena Maseira, na região Ocidental esta foi criada com o intuito de ser uma zona de tampão para o PNM (ver aqui): “Calidad: Espacio fronterizo con el Parque Natural de Montesinho (Portugal). Su principal cualidad es la de tener una funcion de amortiguación de impactos para este Parque Natural. Presencia de poblaciones estables de Lobo (Canis lupus).” E ainda dizem que os espanhóis não têm sensibilidade ambiental! (estou a lembrar-me das eólicas próximo à serra de Montesinho, bem mas isso já pertence a Castilla e Léon, pelo menos os galegos têm alguma).

A nordeste existe a Sierra de La Culebra, também protegida ao abrigo da Rede Natura, que tem importantes populações de lobo e de veado, esta serve de tampão e de fonte para a troca de genes entre as populações transfronteiriças de lobos, essencialmente.
Só a região central da fronteira a norte entre os 2 países é que não tem estatuto de protecção, que curiosamente é onde existe maior altitude (Sierra de la Gamoneda, Secundera, Canda). É também onde estão instalados os parques eólicos espanhóis. Portanto, reafirmo, eles estão fora da Rede Natura, ao contrário do que afirmam os jornalistas que dizem estar na Sierra de La Culebra. Ora, deviam informar-se antes de falarem daquilo que não sabem (desinformação é o que não falta).












