segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

29ª Feira do Fumeiro de Vinhais 2009


Consulte o Programa AQUI, para mais informações consulte: http://www.feiradofumeiro.com/

sábado, 1 de novembro de 2008

Brama dos Veados no PNM

Veja ou reveja a seguinte reportagem da RTP.

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"Após a sua reintrodução na Reserva Regional de Caza Sierra de la Cullebra, zona de caça espanhola que faz fronteira, a nordeste, com o Parque Natural de Montesinho, na década de 70, o veado (Cervus elaphus) expandiu-se para território português, ocupando actualmente mais de 30.000ha e apresentando uma população com mais de 700 indivíduos.Durante o período de Setembro a Outubro, acontece anualmente um dos espectáculos mais belos e intimistas do nosso meio natural e que corresponde ao período de acasalamento do veado, conhecido por época da “Brama”. Os machos, normalmente tímidos ao longo do ano, evidenciam agora uma grande exuberância, emitindo fortes bramidos que denunciam a sua presença face aos outros machos concorrentes, num exercício de demonstração de poder sobre um território e sobre as fêmeas que o habitam.Para lá do aspecto cénico desta época, importa referir o grande valor da espécie em termos de conservação da natureza, o veado é o maior mamífero dos ecossistemas ibéricos e desempenha um importante papel no equilíbrio deste ecossistema nordestino, sendo um elemento de grande relevância na cadeia alimentar do lobo-ibérico (Canis lupus signatus).Importa pois encontrar caminhos que, preservando os ecossistemas, levem ao encontro de soluções que compatibilizem os vários interesses que actuam sobre o território, como a conservação da natureza, as actividades agrícolas e florestais, o turismo e a caça." ( in ICNB)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A 3ª edição da Rural Castanea aproxima-se...

FESTA DA CASTANHA. Parque Municipal de Exposições e Feiras. De 31 de Outubro a 2 De Novembro.

Magusto Gratuito;
Semana Gastronómica da Castanha;
Mercado das Colheitas de Outono;
Tasquinhas e Restaurantes;
Venda de Castanha;
Jornadas do Castanheiro;
Exposições;
Animação.
Mais informação em http://www.cm-vinhais.pt/

sábado, 19 de julho de 2008

Parque Natural de Montesinho recebe escuteiros belgas

"De 1 de Julho a 15 de Agosto de 2008, o Parque Natural de Montesinho vai contar com a colaboração de quatro grupos de escuteiros, constituídos por 17 chefes, 63 escuteiros e 6 acompanhantes, oriundos da Bélgica.
Em conjunto com a comunidade local, o Parque Natural programou actividades de beneficiação, quer para a AP quer para a comunidade onde vão estar inseridos.
Entre outras actividades, o 1º e o 2º grupo – “Camp Arthur Devaux” e “Camp Pionnier Montigny” - irão proceder à limpeza de rios, de caminhos e à manutenção de infra-estruturas, na aldeia de Quintanilha e zonas limítrofes.
Na segunda quinzena de Julho, os participantes do “Camp Pionnier de Nalinnes” executarão actividades de limpeza e manutenção de trilhos e asseio das quatro aldeias que fazem parte da Freguesia de Vilar Seco de Lomba.
Na primeira quinzena de Agosto, o grupo “Pionniers de Bruxelles” desenvolverá actividades ligadas à agricultura e à preparação das festas locais na aldeia de Gimonde.
Elaborou-se um programa de actividades de trabalho de voluntariado e uma semana de visitação para estes grupos, de modo a poderem apoiar a AP, partilhar a vida da comunidade onde se inserem e conhecer turisticamente o território envolvente. Deste modo, a Área Protegida beneficia de voluntários e promove o seu território além fronteiras. "
Fonte: ICNB

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Vinhais Fest 2008 - Novo Festival em Trás-Os-Montes - 29 e 30 de Agosto 2008

O Vinhais Fest 2008, um novo festival que traz a Portugal nomes conhecidos do Folk Europeu, não deixando de lado a "música celta", com as tradicionais gaitas-de-foles, que marcam a música e a cultura de muitas regiões do mundo, bem conhecidas da Escócia, Irlanda, Espanha e Portugal, nomeadamente do Nordeste Transmontano. São 2 dias de muita música, complementado com exposições, artesanato, produtos da terra, conferências, etc. É um festival que pretende atingir o mesmo sucesso que o bem conhecido Festival Intercéltico de Sendim (Miranda do Douro), mas também reavivar valores que marcaram a cultura transmontana durante séculos, é um pacto entre a Tradição e a Globalização.

Vão estar presentes os seguintes grupos:
Trasga - Miranda do Douro
Mercedes Péon - Galiza
Wolfstone - Escócia
Los Niños de los ojos Rojos - Cáceres, Espanha
UHF - Portugal, com um projecto folk concebido especialmente para este festival.
Judith Mateo - Espanha
Gaiteiros de Vinhais e Gaiteiros de Moimenta
Por favor, leia a seguinte notícia no Jornal Mensageiro Notícias, para saber mais sobre o evento (clique aqui).

Não se esqueça de anotar na sua agenda esta data...

domingo, 8 de junho de 2008

Serra da Nogueira - mês de Junho

As seguintes fotos foram tiradas nas proximidades da Serra da Nogueira, esta já não faz parte do Parque Natural de Montesinho, mas faz parte da Rede Natura 2000 - Montesinho/Nogueira. A paisagem é magnífica! Vale a pena visitar. Não faz lembrar o Portugal que a maior parte de nós conhece. (clique nas fotos para as ver ampliadas)










Maratona de BTT - Montesinho 101 no dia 22 de Junho

Como forma de assinalar a chegada do Verão, a Associação de Cicloturismo de Bragança organiza uma maratona de BTT, com trajectos maioritariamente no interior do Parque Natural de Montesinho.
"Unirá as duas principais montanhas que circundam Bragança, a Serra da Nogueira e a Serra de Montesinho.
Terá 3 percursos alternativos, que cada um escolherá de acordo com as suas capacidades ou estado de preparação física:
Percurso de 44 km
Percurso de 77 km
Percurso de 101 km (só para os mais preparados, para os corajosos). "


Para mais informações e inscrição, consulte http://www.acb.bcd.pt/

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho foi aprovado

Da reunião do Conselho de Ministros, por ocasião do Dia Mundial do Ambiente, foram aprovados 15 diplomas da área de conservação da natureza, entre os quais o Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho (ver). Aguardemos o conteúdo final do documento que será publicado no site do ICNB.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O Parque Biológico de Vinhais já abriu!

O Parque Biológico de Vinhais (PBV) abriu as portas este mês. Já aguardava há algum tempo este momento, de tal modo que espero ir fazer-lhe uma visita logo que possa, já tive a oportunidade de fazer nessa zona várias caminhadas a pé e estou convicto que não haveria melhor sítio que aquele para desenvolver um projecto como este.
O PBV encontra-se a 2 km de Vinhais, a quase 1000 metros de altitude, a vegetação aí contrasta com a de regiões mais baixas, pois por apresentar-se no limite meridional da serra da Coroa, tem maior pluviosidade pelo efeito orográfico e aí os carvalhos e pinheiros-silvestres dominam a paisagem numa mancha quase contínua, que impossibilita vislumbrar os verdadeiros limites do parque biológico. Os pinheiros-silvestres fazem lembrar uma região alpina, mas os carvalhos são os inconfundíveis que por cá existem no nordeste. Caminhando umas dezenas de metros para norte, ao longo desses 4 hectares de parque alcançamos um pequeno lago, onde a vida fervilha com o chegar da Primavera, continuando a caminhada somos invadidos por uma mistura de cores, sons, aromas e até sabores para aqueles que gostam de umas amoras ou de uns morangos silvestres e mesmo o tacto entra em cena para quem gosta de sentir os troncos das árvores, as pedras, a água, é uma entrega total a uma natureza pura, mas...por vezes movemo-nos pé-ante-pé, quando um ruído seco quebra a melodia persistente de um Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula) numa manhã fria, será um veado?, um texugo?, um lobo?, a expectativa aumenta...oh afinal era apenas uma raposa atrevida que ousava sair do bosque banquetear-se a um lameiro, pois já...são horas de almoço! E que tal descer à vila provar o famoso salpicão de Vinhais ou umas trutas do Rabaçal ou do Tuela.

E pode ser assim um dia das nossas vidas e outro e outro...os que quisermos..., este parque biológico será um excelente ponto para interagir com a natureza viva do nordeste esquecido pelo demais Portugal.

O parque tem como objectivos a interpretação da paisagem, a educação ambiental, o ecoturismo e a conservação da natureza. Tem vários animais selvagens e domésticos em estado de semi-liberdade, bem com um jardim botânico, tem uma exposição permanente alusiva a aves, mamíferos domésticos ou selvagens e vegetação, existem vários percursos pedestres.
Está munido de um parque de campismo rural com bungalows (por apenas 30€/dia) e uma área destinada a tendas e caravanas, há também uma Hospedaria, que resultou da recuperação de um antigo Solar, situada em Rio de Fornos, uma aldeia nas proximidades, se preferir pode ficar em Vinhais. Para uma informação mais detalhada clique aqui, leia também as seguintes notícias Jornal Nordeste, Mensageiro Notícias.
Página oficial: http://parquebiologicodevinhais.com/
Contactos:
PBV: 273 771 040, geral@parquebiologicodevinhais.com
Câmara Municipal de Vinhais: 273 770 300

terça-feira, 22 de abril de 2008

Um ano de existência

O blog fez o seu primeiro ano de existência, noto que ainda está muito por escrever para atingir os objectivos a que me propús.

Ficam aqui alguns dos principais temas que espero vir a abordar ao longo deste ano:

  • lobo-ibérico
  • carvalhos
  • caracterização climática
  • consequências das alterações climáticas no PNM
  • caracterização geológica
  • caracterização geomorfológica
  • abordagem histórico-antropológica: desde os primeiros povos até à actualidade; cultura; tradições
  • o problema da desertificação populacional
  • análise do Plano Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidro-eléctrico no âmbito dos rios do parque que constavam na lista dos 25 projectos. Até quando estarão livres de perigo?

domingo, 13 de abril de 2008

Reportagem sobre o Cão de Gado Transmontano

A seguinte reportagem sobre o Cão de Gado Transmontano efectuada pela SIC para o programa Terra Alerta passou na TV a 25 de Janeiro deste ano, mas vale a pena ver ou rever.



Se quiser conhecer melhor esta raça de cães consulte: Associação de Criadores de Cão de Gado Transmontano (ACCGT)

terça-feira, 1 de abril de 2008

Fetos e não só...

As Pteridófitas expandiram-se por todo o mundo, originando um grande número de espécies.
Aqui no Nordeste, bem como no resto do país, várias espécies "renascem" agora na Primavera, em encostas húmidas protegidas dos raios solares pelo estrato arbóreo.
Muitas são bastantes parecidas, susceptíveis de erros de identificação por observadores não experientes (como eu).
O mais raro que encontrei nas minhas pesquisas foi o Asplenium ceterach, só conheço o espécime da imagem, descobri-o há uns anos e todas as Primaveras lhe faço uma visita.

Cabelinha; Feto-de-cabelinho (Culcita macrocarpa)


Doiradinha; Douradinha; Erva-de-ouro; Erva-dourada (Asplenium ceterach)



Falso-feto-macho ou Fentilha (Dryopteris affinis)


Fentelha; Feto-doce; Filipode; Polipódio; Polipódio-do-carvalho; Polipódio-do-Norte (Polypodium vulgare)


Fento-negro; feto-negro (Asplenium adiantum-nigrum)


Asplenium trichomanes

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Uma breve história sobre os castanheiros...



Os castanheiros distribuem-se largamente por toda a zona planáltica da área protegida. Dado ser uma árvore de folha caduca imprime um grande contraste sazonal à região transmontana.
O castanheiro (Castanea sativa Mill.) está bem enraizado na cultura e na história agrícola da região. O seu fruto, a castanha, sempre foi um contributo importante na dieta dos povos locais: assim o era antes da chegada da batata das américas com os descobrimentos e, mesmo mais tarde, continuou a sê-lo, pela escassez de outros alimentos e porque estes eram vendidos para arranjar algum dinheiro, restando a castanha (antes pouco apreciada pelos ricos), a qual era seca e armazenada durante o resto do ano, para ser cozida ou assada, sendo o sustendo da população, conhecida pelo "pão do pobres".
A natureza da existência desta espécie na península não é totalmente compreendida, anteriormente pensava-se que o castanheiro fora trazido para a Península Ibérica pelos Romanos e que não existia antes por cá, porém estudos com registos polinológicos do Quaternário Ibérico apontam o castanheiro como uma das espécies que sobreviveram às glaciações em pequenos refúgios abrigados da Península, assim sendo a sua presença é muito mais remota e terá chegado de forma natural. É de notar, ainda assim, que a grande espansão do castanheiro na península é antropogénica, esta sim realizada pelos romanos, muitas vezes com propágulos provenientes de outras regiões da Bacia Mediterrânica (os romanos davam grande valor económico ao castanheiro). (1)
Ficha técnica:
Família: Fagaceae
Descrição: árvore dicotiledónea, de folha caduca, que atinge 20-30 metros de altura (no máximo 45 metros) e pode viver largas centenas de anos, há quem diga que pode chegar aos 1000 anos.
Distribuição: estende-se por toda a área mediterrânea, desde a Península Ibérica até ao Caucaso e Ásia Menor, norte de África, centro da Europa, introduzida nas Ilhas Britânicas.
Habitat: altitudes entre os 400m e os 1000m (por vezes mais). Clima sub-atlântico.
Curiosidades: existem dois tipos: o castanheiro manso e o bravo, o manso obtém-se por enxertia de um bravo, é o castanheiro manso que produz as castanhas que habitualmente comemos, existindo centenas de variedades de castanhas diferentes. Os povoados deste designam-se de soutos. O castanheiro-bravo é utilizado para a produção de madeira e os seus povoamentos são os castiçais. Os povoados de castanheiros servem de habitat de dezenas de espécies de cogumelos.
Português – Castanheiro, castanheiro-europeu, castanheiro-bravo
Inglês – Sweet chestnut, European chestnut
Francês – Châtaignier, castagnié
Castelhano – Castaño común
Italiano – Castagno
(1) Blanco Castro, E., M. A. Casado González, M. Costa Tenório, R. Escribano Bombín, M. Garcia Antón, M, Génova Fuster, Á. Gómez Manzaneque, J. C. Moreno Saiz, C. Morla Juaristi, P. Regato Pajares e H. Sainz Ollero. 1997. Los Bosques Ibéricos: una Interpretación Geobotánica. Editorial Planeta. Barcelona.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Novidades no Blog

Caros leitores, o autor do blog tem vindo a trabalhar para um melhoramento contínuo do blog.
Embora o blog já possuísse feeds agora é mais fácil subscrevê-los, além disso pode ser alertado de novos posts via email.
Desta forma pode saber com maior facilidade, comodidade e de forma totalmente gratuita das novidades do blog.


Em relação a novos posts, estou a fazer um esforço para fazer novas publicações em breve. Tenho tido pouco tempo para me dedicar ao blog, as minhas desculpas.


Por último, queria fazer um apelo para serem mais participativos e mais críticos, comentando os diferentes artigos. Isso motivar-me-ia a escrever mais.

Victor Alves

sábado, 8 de dezembro de 2007

Amelanchier ovalis - uma raridade em Portugal

A minha pequena descoberta


Já havia uns tempos que esta pequena árvore me andava a dar dores de cabeça, finalmente decidi contactar um especialista na matéria o Prof. Carlos Aguiar da Escola Superior Agrária - Instituto Politécnico de Bragança (ESA-IPB).

Nas minhas pesquisas pelos rios da região ocidental do PNM, que conheço ao longo de dezenas de quilómetros, encontrei esta bela planta. A minha descoberta deu-se há uns anos, no rio Mente. Verifiquei que apresentava uma distribuição muito restrita, somente num local ao longo de escassas centenas de metros das margens desse rio. Crescia no leito de cheia, apenas em regiões muito rochosas, não existia nos ribeiros de montanha que afluem no rio. Por ser uma área natural e pela especificidade do seu habitat, excluí que pudesse ser introduzida. Com curiosidade de saber mais sobre ela fui pesquisando na internet e em vários livros, mas sem sucesso. Como a única coisa que me liga à botânica, é a paixão que sinto pela Natureza, porque não sonhar um pouco e pensar que pudesse ser uma espécie ainda não descrita! Os argumentos que tinha eram: planta com distribuição restrita resultado da especificidade do seu habitat - substrato rochoso nos leitos de cheia - conjugado com as condições climáticas locais, altitude, exposição solar.
Este ano surpreendente encontrei-a no rio Rabaçal, mais a norte e a maior altitude, as condições eram em tudo semelhantes - margem do rio muito rochosa. Foi então que decidi contactar alguém entendido na matéria - o Prof. Carlos Aguiar que facilmente a identificou através de uma fotografia.
Amelanchier ovalis no Rio Mente

Essa planta não é mais que a Amelanchier ovalis, uma pequena árvore ou arbusto da Família das Rasaceae que atinge no máximo 3-4m de altura. Tem caule delgado e escuro, folhas caducas ovais e ligeiramente dentadas, as flores são brancas com pétalas estreitas, os frutos são pequenos e escuros.
É oriunda do centro e sul da Europa, distribuindo-se desde a Península Ibérica até à Crimeia, bem como nas Ilhas de Maiorca, Sardenha, Córsega, e já fora da no nosso continente na Anatólia, Caucaso, Líbano e Magreb. Na península Ibérica, encontra-se nos sistemas montanhosos da metade leste da península, mas também nas montanhas Cantábricas, de Zamora, Ourense e Norte de Portugal. Cá em Portugal, segundo me disse o Prof. Carlos Aguiar só se encontra no Noroeste (Minho), Nordeste Transmontano, nos rios Douro e Tejo. Além disso, aquelas populações que encontrei nos rios Mente e Rabaçal (PNM) não estavam descritas e, portanto não estão assinaladas no mapa seguinte (a mancha verde no nordeste transmontano estender-se-á, portanto, mais para oeste).
Distribuição de Amelanchier ovalis em Portugal - mapa gentilmente cedido pelo Prof. Carlos Aguiar (ESA-IPB)

Prefere bosques e matagais pouco densos, orlas florestais, sebes, fendas de penhascos, sobretudo em terrenos rochosos e de preferência calcáricos, entre os 300 e 2500m de altitude. Nos andares bioclimáticos meso e supramediterrânico, mas também pode chegar ao andar oromediterrânico.
São-lhe atribuídas as propriedades medicinais de: hipotensor moderado e anti-inflamatório leve.
E assim fiz esta pequena descoberta...

Informação complementar em: Flora Ibérica, Plantas Vasculares de la Península Ibérica e Islas Baleares

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Corredores ecológicos precisam-se! - Situação do lado português (3 de 3)

O Parque Natural de Montesinho encontra-se no interior da Rede Natura Montesinho/Nogueira, prolongando-se, portanto esta para além do limite sul do parque. Esta, a oeste, estende-se para o nordeste do concelho de Chaves, bem como até à confluência dos rios Mente e Rabaçal. Mais a leste, na região central, prolonga-se extensamente pela serra da Nogueira e montes adjacentes. No extremo oriental mantém os limites do parque.
Do lado português só contacta, com o Sítio/ZPE - Sabor e Maças, unicamente pelo vale do rio Maças. Era importante que esse contacto fosse mais extenso, ocorrendo este também pelo vale do Sabor. Fazendo uma avaliação biogeográfica do nordeste verifica-se que os Sítios e ZPE's seguintes poderiam estar totalmente interligados em termos legais, dada a sua proximidade: Samil, Romeu, Rio Sabor e Maças, Minas de Santo Adrião, Morais, Douro Internacional e Vale do Rio Águeda, Vale do Côa e Montesinho/Nogueira.

sábado, 24 de novembro de 2007

Corredores ecológicos precisam-se! - Montes do Invernadeiro aqui tão perto (2 de 3)

Situação no lado espanhol - Corredor ecológico para o Parque Natural dos Montes do Invernadeiro defendido pela maior associação ambientalista galega - ADEGA

Não menos imponente que a serra da Cabrera Baja (Sanábria) a leste, os Montes do Invernadeiro são um autêntico santuário natural. É uma região desabitada, com altitudes entre os 900 e os 1600m e vestígios glaciares bem patentes, que alberga enorme variedade de flora e fauna, fruto do seu posicionamento nos limites das regiões biogeográficas Eurossiberiana e Mediterrânica, das diferenças de altitude, bem como do seu elevado estado de conservação, escapando às políticas agrícolas galegas. Tem habitantes como o lobo, o corso, o veado, o gamo, a cabra montês, a camurça, o gato-bravo, a marta, o arminho e o javali, entre outros.
Dadas as proximidades dos Montes do Invernadeiro ao Parque Natural de Montesinho, é de extrema importância que se crie um corredor ecológico através do vale do Rio Mente, dado que este também reúne importantes qualidades biológicas. Além disso, a A52 atravessa-o aí por um viaduto com 80m de altura e quase 1Km de extensão.

Vertente sul dos Montes do Invernadeiro e
Embalse das Portas construído num amplo vale de origem glaciar, formando um enorme lago

"ADEGA solicita a inclusión do Canón do río Mente en Rede Natura

ABRANGUE O CORREDOR BIOLÓXICO ENTRE O INVERNADEIRO E A RESERVA NATURAL DE MONTEZINHO
ADEGA (Asociación para a Defensa Ecolóxica de Galiza) solicita á Consellería de Medio Ambiente que inclúa o corredor biolóxico entre o Parque Natural do Invernadeiro (Ourense) e a Reserva Natural de Montezinho (Tras os Montes-Portugal).
Este espazo natural recolle un amplo abano de ecosistemas de montaña e máis o canón do Río Mente, compartido por Galiza e Portugal. O Canón do Río Mente está constituído por fauna e vexetación de carácter mediterráneo que está pouco representada en Galiza. Xeralmente cítanse como zonas claramente mediterráneas en Galiza o Val do Sil e máis determinados puntos do Courel. Sen embargo existen algúns outros lugares de carácter mediterráneo moito menos coñecidos coma neste caso. Sen embargo en Portugal a Reserva Natural de Montezinho e unha das que dispón de maior biodiversidade de todo o país e está constituido esencialmente polo mesmo tipo de vexetación do Río Mente.
A grande cota de biodiversidade ven dada porque é unha zona de Ecotono, é dicir, unha zona de contacto difuso entre a vexetación eurosiberiana e máis a mediterránea. A xuntanza dos dous tipos de vexetación ocasiona que un elevado número de especies distintas medren nun pequeno territorio.
A protección entre o Invernadeiro e Montezinho, pasando por Pena Nofre é importante para crear un corredor biolóxico que permita as especies, nomeadamente animais, conectar uns territorios con outros. A conexión dos distintos territorios aumenta as posibilidades de supervivencia de especies de alto valor ecolóxico.
Según o traballo realizado polo biólogo Xosé Ramón Reigada, entre as valiosas especies do Canón do Río Mente podemos atopar a Cornalleira (Pistacia terebinthus), o pradairo de Montpellier (Acer monspessulanum) e as especies protexidas polo Catálogo Galego de Especies Ameazadas, Aguia real (Aquila chrysaetos), Píntega galega (Salamandra salamandra subespecie gallaica) entre outras moitas.
Esta riqueza natural sen dúbida pode potenciar o desenvolvemento do turismo rural nesta zona ateazada polo despoboamento e ademais a súa protección baixo a Rede Natura permite o mantemento das actividades tradicionais como a Agricultura e a Gandería. A Rede Natura constitúe unha oportunidade para a dinamización do rural galego a súa posta en valor e o desenvolvemento endóxeno e sustentable. Os productos agrícolas como a castaña, o mel, etc dispoñen así de argumentos para resaltar a súa calidade e o valor da agricultura como necesaria para manter unha alta biodiversidade."

Corredores ecológicos precisam-se! - Introdução (1 de 3)

Introdução - Situação no lado espanhol

O Parque Natural de Montesinho para além de zonas tampão nos seus limites precisa que os actuais corredores ecológicos com as regiões protegidas adjacentes sejam protegidos nos termos legais, tanto no que respeita ao lado espanhol como ao lado português. Desta forma se garante a estabilidade de espécies e habitats que aí existem, pois mantêm uma grande variabilidade do fundo genético das espécies, crucial para a adaptação e sobrevivência.
Este Parque não apresenta uma continuidade com os Parques vizinhos de Espanha (Parque Natural do Invernadeiro a noroeste e Parque Natural del Lago de Sanábria y alredores, a norte). Seria necessário que uma área intermédia também classificada se estabelecesse, já que as regiões espanholas adjacentes se apresentam bem conservadas. Claro que temos de atender que toda essa faixa espanhola a norte se encontra atravessada pela auto-estrada das Rias Baixas (A52), mas esta é rica em túneis e viadutos, perfazendo um total de cerca 5 Km, numa extensão de 55 Km de percurso, que permite o livre trânsito que seres vivos.
Não podemos esquecer que algumas dessas áreas adjacentes estão classificadas ao abrigo da Rede Natural 2000, mas não estabelecem a tal ponte ecológica que refiro. É o caso da Pena Maseira, na região Ocidental esta foi criada com o intuito de ser uma zona de tampão para o PNM (ver aqui): “Calidad: Espacio fronterizo con el Parque Natural de Montesinho (Portugal). Su principal cualidad es la de tener una funcion de amortiguación de impactos para este Parque Natural. Presencia de poblaciones estables de Lobo (Canis lupus).” E ainda dizem que os espanhóis não têm sensibilidade ambiental! (estou a lembrar-me das eólicas próximo à serra de Montesinho, bem mas isso já pertence a Castilla e Léon, pelo menos os galegos têm alguma).


A nordeste existe a Sierra de La Culebra, também protegida ao abrigo da Rede Natura, que tem importantes populações de lobo e de veado, esta serve de tampão e de fonte para a troca de genes entre as populações transfronteiriças de lobos, essencialmente.


Só a região central da fronteira a norte entre os 2 países é que não tem estatuto de protecção, que curiosamente é onde existe maior altitude (Sierra de la Gamoneda, Secundera, Canda). É também onde estão instalados os parques eólicos espanhóis. Portanto, reafirmo, eles estão fora da Rede Natura, ao contrário do que afirmam os jornalistas que dizem estar na Sierra de La Culebra. Ora, deviam informar-se antes de falarem daquilo que não sabem (desinformação é o que não falta).

Para saber mais: