sexta-feira, 6 de junho de 2008

Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho foi aprovado

Da reunião do Conselho de Ministros, por ocasião do Dia Mundial do Ambiente, foram aprovados 15 diplomas da área de conservação da natureza, entre os quais o Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho (ver). Aguardemos o conteúdo final do documento que será publicado no site do ICNB.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O Parque Biológico de Vinhais já abriu!

O Parque Biológico de Vinhais (PBV) abriu as portas este mês. Já aguardava há algum tempo este momento, de tal modo que espero ir fazer-lhe uma visita logo que possa, já tive a oportunidade de fazer nessa zona várias caminhadas a pé e estou convicto que não haveria melhor sítio que aquele para desenvolver um projecto como este.
O PBV encontra-se a 2 km de Vinhais, a quase 1000 metros de altitude, a vegetação aí contrasta com a de regiões mais baixas, pois por apresentar-se no limite meridional da serra da Coroa, tem maior pluviosidade pelo efeito orográfico e aí os carvalhos e pinheiros-silvestres dominam a paisagem numa mancha quase contínua, que impossibilita vislumbrar os verdadeiros limites do parque biológico. Os pinheiros-silvestres fazem lembrar uma região alpina, mas os carvalhos são os inconfundíveis que por cá existem no nordeste. Caminhando umas dezenas de metros para norte, ao longo desses 4 hectares de parque alcançamos um pequeno lago, onde a vida fervilha com o chegar da Primavera, continuando a caminhada somos invadidos por uma mistura de cores, sons, aromas e até sabores para aqueles que gostam de umas amoras ou de uns morangos silvestres e mesmo o tacto entra em cena para quem gosta de sentir os troncos das árvores, as pedras, a água, é uma entrega total a uma natureza pura, mas...por vezes movemo-nos pé-ante-pé, quando um ruído seco quebra a melodia persistente de um Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula) numa manhã fria, será um veado?, um texugo?, um lobo?, a expectativa aumenta...oh afinal era apenas uma raposa atrevida que ousava sair do bosque banquetear-se a um lameiro, pois já...são horas de almoço! E que tal descer à vila provar o famoso salpicão de Vinhais ou umas trutas do Rabaçal ou do Tuela.

E pode ser assim um dia das nossas vidas e outro e outro...os que quisermos..., este parque biológico será um excelente ponto para interagir com a natureza viva do nordeste esquecido pelo demais Portugal.

O parque tem como objectivos a interpretação da paisagem, a educação ambiental, o ecoturismo e a conservação da natureza. Tem vários animais selvagens e domésticos em estado de semi-liberdade, bem com um jardim botânico, tem uma exposição permanente alusiva a aves, mamíferos domésticos ou selvagens e vegetação, existem vários percursos pedestres.
Está munido de um parque de campismo rural com bungalows (por apenas 30€/dia) e uma área destinada a tendas e caravanas, há também uma Hospedaria, que resultou da recuperação de um antigo Solar, situada em Rio de Fornos, uma aldeia nas proximidades, se preferir pode ficar em Vinhais. Para uma informação mais detalhada clique aqui, leia também as seguintes notícias Jornal Nordeste, Mensageiro Notícias.
Página oficial: http://parquebiologicodevinhais.com/
Contactos:
PBV: 273 771 040, geral@parquebiologicodevinhais.com
Câmara Municipal de Vinhais: 273 770 300

terça-feira, 22 de abril de 2008

Um ano de existência

O blog fez o seu primeiro ano de existência, noto que ainda está muito por escrever para atingir os objectivos a que me propús.

Ficam aqui alguns dos principais temas que espero vir a abordar ao longo deste ano:

  • lobo-ibérico
  • carvalhos
  • caracterização climática
  • consequências das alterações climáticas no PNM
  • caracterização geológica
  • caracterização geomorfológica
  • abordagem histórico-antropológica: desde os primeiros povos até à actualidade; cultura; tradições
  • o problema da desertificação populacional
  • análise do Plano Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidro-eléctrico no âmbito dos rios do parque que constavam na lista dos 25 projectos. Até quando estarão livres de perigo?

domingo, 13 de abril de 2008

Reportagem sobre o Cão de Gado Transmontano

A seguinte reportagem sobre o Cão de Gado Transmontano efectuada pela SIC para o programa Terra Alerta passou na TV a 25 de Janeiro deste ano, mas vale a pena ver ou rever.



Se quiser conhecer melhor esta raça de cães consulte: Associação de Criadores de Cão de Gado Transmontano (ACCGT)

terça-feira, 1 de abril de 2008

Fetos e não só...

As Pteridófitas expandiram-se por todo o mundo, originando um grande número de espécies.
Aqui no Nordeste, bem como no resto do país, várias espécies "renascem" agora na Primavera, em encostas húmidas protegidas dos raios solares pelo estrato arbóreo.
Muitas são bastantes parecidas, susceptíveis de erros de identificação por observadores não experientes (como eu).
O mais raro que encontrei nas minhas pesquisas foi o Asplenium ceterach, só conheço o espécime da imagem, descobri-o há uns anos e todas as Primaveras lhe faço uma visita.

Cabelinha; Feto-de-cabelinho (Culcita macrocarpa)


Doiradinha; Douradinha; Erva-de-ouro; Erva-dourada (Asplenium ceterach)



Falso-feto-macho ou Fentilha (Dryopteris affinis)


Fentelha; Feto-doce; Filipode; Polipódio; Polipódio-do-carvalho; Polipódio-do-Norte (Polypodium vulgare)


Fento-negro; feto-negro (Asplenium adiantum-nigrum)


Asplenium trichomanes

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Uma breve história sobre os castanheiros...



Os castanheiros distribuem-se largamente por toda a zona planáltica da área protegida. Dado ser uma árvore de folha caduca imprime um grande contraste sazonal à região transmontana.
O castanheiro (Castanea sativa Mill.) está bem enraizado na cultura e na história agrícola da região. O seu fruto, a castanha, sempre foi um contributo importante na dieta dos povos locais: assim o era antes da chegada da batata das américas com os descobrimentos e, mesmo mais tarde, continuou a sê-lo, pela escassez de outros alimentos e porque estes eram vendidos para arranjar algum dinheiro, restando a castanha (antes pouco apreciada pelos ricos), a qual era seca e armazenada durante o resto do ano, para ser cozida ou assada, sendo o sustendo da população, conhecida pelo "pão do pobres".
A natureza da existência desta espécie na península não é totalmente compreendida, anteriormente pensava-se que o castanheiro fora trazido para a Península Ibérica pelos Romanos e que não existia antes por cá, porém estudos com registos polinológicos do Quaternário Ibérico apontam o castanheiro como uma das espécies que sobreviveram às glaciações em pequenos refúgios abrigados da Península, assim sendo a sua presença é muito mais remota e terá chegado de forma natural. É de notar, ainda assim, que a grande espansão do castanheiro na península é antropogénica, esta sim realizada pelos romanos, muitas vezes com propágulos provenientes de outras regiões da Bacia Mediterrânica (os romanos davam grande valor económico ao castanheiro). (1)
Ficha técnica:
Família: Fagaceae
Descrição: árvore dicotiledónea, de folha caduca, que atinge 20-30 metros de altura (no máximo 45 metros) e pode viver largas centenas de anos, há quem diga que pode chegar aos 1000 anos.
Distribuição: estende-se por toda a área mediterrânea, desde a Península Ibérica até ao Caucaso e Ásia Menor, norte de África, centro da Europa, introduzida nas Ilhas Britânicas.
Habitat: altitudes entre os 400m e os 1000m (por vezes mais). Clima sub-atlântico.
Curiosidades: existem dois tipos: o castanheiro manso e o bravo, o manso obtém-se por enxertia de um bravo, é o castanheiro manso que produz as castanhas que habitualmente comemos, existindo centenas de variedades de castanhas diferentes. Os povoados deste designam-se de soutos. O castanheiro-bravo é utilizado para a produção de madeira e os seus povoamentos são os castiçais. Os povoados de castanheiros servem de habitat de dezenas de espécies de cogumelos.
Português – Castanheiro, castanheiro-europeu, castanheiro-bravo
Inglês – Sweet chestnut, European chestnut
Francês – Châtaignier, castagnié
Castelhano – Castaño común
Italiano – Castagno
(1) Blanco Castro, E., M. A. Casado González, M. Costa Tenório, R. Escribano Bombín, M. Garcia Antón, M, Génova Fuster, Á. Gómez Manzaneque, J. C. Moreno Saiz, C. Morla Juaristi, P. Regato Pajares e H. Sainz Ollero. 1997. Los Bosques Ibéricos: una Interpretación Geobotánica. Editorial Planeta. Barcelona.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Novidades no Blog

Caros leitores, o autor do blog tem vindo a trabalhar para um melhoramento contínuo do blog.
Embora o blog já possuísse feeds agora é mais fácil subscrevê-los, além disso pode ser alertado de novos posts via email.
Desta forma pode saber com maior facilidade, comodidade e de forma totalmente gratuita das novidades do blog.


Em relação a novos posts, estou a fazer um esforço para fazer novas publicações em breve. Tenho tido pouco tempo para me dedicar ao blog, as minhas desculpas.


Por último, queria fazer um apelo para serem mais participativos e mais críticos, comentando os diferentes artigos. Isso motivar-me-ia a escrever mais.

Victor Alves