quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Região ocidental do Parque em Dezembro 2007





Posted by Picasa

domingo, 13 de janeiro de 2008

28ª Feira do Fumeiro de Vinhais - 31 de Janeiro a 3 de Fevereiro de 2008


Consulte o Programa aqui.
Passe um fim-de-semana em grande! Venha visitar-nos...


sábado, 8 de dezembro de 2007

Amelanchier ovalis - uma raridade em Portugal

A minha pequena descoberta


Já havia uns tempos que esta pequena árvore me andava a dar dores de cabeça, finalmente decidi contactar um especialista na matéria o Prof. Carlos Aguiar da Escola Superior Agrária - Instituto Politécnico de Bragança (ESA-IPB).

Nas minhas pesquisas pelos rios da região ocidental do PNM, que conheço ao longo de dezenas de quilómetros, encontrei esta bela planta. A minha descoberta deu-se há uns anos, no rio Mente. Verifiquei que apresentava uma distribuição muito restrita, somente num local ao longo de escassas centenas de metros das margens desse rio. Crescia no leito de cheia, apenas em regiões muito rochosas, não existia nos ribeiros de montanha que afluem no rio. Por ser uma área natural e pela especificidade do seu habitat, excluí que pudesse ser introduzida. Com curiosidade de saber mais sobre ela fui pesquisando na internet e em vários livros, mas sem sucesso. Como a única coisa que me liga à botânica, é a paixão que sinto pela Natureza, porque não sonhar um pouco e pensar que pudesse ser uma espécie ainda não descrita! Os argumentos que tinha eram: planta com distribuição restrita resultado da especificidade do seu habitat - substrato rochoso nos leitos de cheia - conjugado com as condições climáticas locais, altitude, exposição solar.
Este ano surpreendente encontrei-a no rio Rabaçal, mais a norte e a maior altitude, as condições eram em tudo semelhantes - margem do rio muito rochosa. Foi então que decidi contactar alguém entendido na matéria - o Prof. Carlos Aguiar que facilmente a identificou através de uma fotografia.
Amelanchier ovalis no Rio Mente

Essa planta não é mais que a Amelanchier ovalis, uma pequena árvore ou arbusto da Família das Rasaceae que atinge no máximo 3-4m de altura. Tem caule delgado e escuro, folhas caducas ovais e ligeiramente dentadas, as flores são brancas com pétalas estreitas, os frutos são pequenos e escuros.
É oriunda do centro e sul da Europa, distribuindo-se desde a Península Ibérica até à Crimeia, bem como nas Ilhas de Maiorca, Sardenha, Córsega, e já fora da no nosso continente na Anatólia, Caucaso, Líbano e Magreb. Na península Ibérica, encontra-se nos sistemas montanhosos da metade leste da península, mas também nas montanhas Cantábricas, de Zamora, Ourense e Norte de Portugal. Cá em Portugal, segundo me disse o Prof. Carlos Aguiar só se encontra no Noroeste (Minho), Nordeste Transmontano, nos rios Douro e Tejo. Além disso, aquelas populações que encontrei nos rios Mente e Rabaçal (PNM) não estavam descritas e, portanto não estão assinaladas no mapa seguinte (a mancha verde no nordeste transmontano estender-se-á, portanto, mais para oeste).
Distribuição de Amelanchier ovalis em Portugal - mapa gentilmente cedido pelo Prof. Carlos Aguiar (ESA-IPB)

Prefere bosques e matagais pouco densos, orlas florestais, sebes, fendas de penhascos, sobretudo em terrenos rochosos e de preferência calcáricos, entre os 300 e 2500m de altitude. Nos andares bioclimáticos meso e supramediterrânico, mas também pode chegar ao andar oromediterrânico.
São-lhe atribuídas as propriedades medicinais de: hipotensor moderado e anti-inflamatório leve.
E assim fiz esta pequena descoberta...

Informação complementar em: Flora Ibérica, Plantas Vasculares de la Península Ibérica e Islas Baleares

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Corredores ecológicos precisam-se! - Situação do lado português (3 de 3)

O Parque Natural de Montesinho encontra-se no interior da Rede Natura Montesinho/Nogueira, prolongando-se, portanto esta para além do limite sul do parque. Esta, a oeste, estende-se para o nordeste do concelho de Chaves, bem como até à confluência dos rios Mente e Rabaçal. Mais a leste, na região central, prolonga-se extensamente pela serra da Nogueira e montes adjacentes. No extremo oriental mantém os limites do parque.
Do lado português só contacta, com o Sítio/ZPE - Sabor e Maças, unicamente pelo vale do rio Maças. Era importante que esse contacto fosse mais extenso, ocorrendo este também pelo vale do Sabor. Fazendo uma avaliação biogeográfica do nordeste verifica-se que os Sítios e ZPE's seguintes poderiam estar totalmente interligados em termos legais, dada a sua proximidade: Samil, Romeu, Rio Sabor e Maças, Minas de Santo Adrião, Morais, Douro Internacional e Vale do Rio Águeda, Vale do Côa e Montesinho/Nogueira.

sábado, 24 de novembro de 2007

Corredores ecológicos precisam-se! - Montes do Invernadeiro aqui tão perto (2 de 3)

Situação no lado espanhol - Corredor ecológico para o Parque Natural dos Montes do Invernadeiro defendido pela maior associação ambientalista galega - ADEGA

Não menos imponente que a serra da Cabrera Baja (Sanábria) a leste, os Montes do Invernadeiro são um autêntico santuário natural. É uma região desabitada, com altitudes entre os 900 e os 1600m e vestígios glaciares bem patentes, que alberga enorme variedade de flora e fauna, fruto do seu posicionamento nos limites das regiões biogeográficas Eurossiberiana e Mediterrânica, das diferenças de altitude, bem como do seu elevado estado de conservação, escapando às políticas agrícolas galegas. Tem habitantes como o lobo, o corso, o veado, o gamo, a cabra montês, a camurça, o gato-bravo, a marta, o arminho e o javali, entre outros.
Dadas as proximidades dos Montes do Invernadeiro ao Parque Natural de Montesinho, é de extrema importância que se crie um corredor ecológico através do vale do Rio Mente, dado que este também reúne importantes qualidades biológicas. Além disso, a A52 atravessa-o aí por um viaduto com 80m de altura e quase 1Km de extensão.

Vertente sul dos Montes do Invernadeiro e
Embalse das Portas construído num amplo vale de origem glaciar, formando um enorme lago

"ADEGA solicita a inclusión do Canón do río Mente en Rede Natura

ABRANGUE O CORREDOR BIOLÓXICO ENTRE O INVERNADEIRO E A RESERVA NATURAL DE MONTEZINHO
ADEGA (Asociación para a Defensa Ecolóxica de Galiza) solicita á Consellería de Medio Ambiente que inclúa o corredor biolóxico entre o Parque Natural do Invernadeiro (Ourense) e a Reserva Natural de Montezinho (Tras os Montes-Portugal).
Este espazo natural recolle un amplo abano de ecosistemas de montaña e máis o canón do Río Mente, compartido por Galiza e Portugal. O Canón do Río Mente está constituído por fauna e vexetación de carácter mediterráneo que está pouco representada en Galiza. Xeralmente cítanse como zonas claramente mediterráneas en Galiza o Val do Sil e máis determinados puntos do Courel. Sen embargo existen algúns outros lugares de carácter mediterráneo moito menos coñecidos coma neste caso. Sen embargo en Portugal a Reserva Natural de Montezinho e unha das que dispón de maior biodiversidade de todo o país e está constituido esencialmente polo mesmo tipo de vexetación do Río Mente.
A grande cota de biodiversidade ven dada porque é unha zona de Ecotono, é dicir, unha zona de contacto difuso entre a vexetación eurosiberiana e máis a mediterránea. A xuntanza dos dous tipos de vexetación ocasiona que un elevado número de especies distintas medren nun pequeno territorio.
A protección entre o Invernadeiro e Montezinho, pasando por Pena Nofre é importante para crear un corredor biolóxico que permita as especies, nomeadamente animais, conectar uns territorios con outros. A conexión dos distintos territorios aumenta as posibilidades de supervivencia de especies de alto valor ecolóxico.
Según o traballo realizado polo biólogo Xosé Ramón Reigada, entre as valiosas especies do Canón do Río Mente podemos atopar a Cornalleira (Pistacia terebinthus), o pradairo de Montpellier (Acer monspessulanum) e as especies protexidas polo Catálogo Galego de Especies Ameazadas, Aguia real (Aquila chrysaetos), Píntega galega (Salamandra salamandra subespecie gallaica) entre outras moitas.
Esta riqueza natural sen dúbida pode potenciar o desenvolvemento do turismo rural nesta zona ateazada polo despoboamento e ademais a súa protección baixo a Rede Natura permite o mantemento das actividades tradicionais como a Agricultura e a Gandería. A Rede Natura constitúe unha oportunidade para a dinamización do rural galego a súa posta en valor e o desenvolvemento endóxeno e sustentable. Os productos agrícolas como a castaña, o mel, etc dispoñen así de argumentos para resaltar a súa calidade e o valor da agricultura como necesaria para manter unha alta biodiversidade."

Corredores ecológicos precisam-se! - Introdução (1 de 3)

Introdução - Situação no lado espanhol

O Parque Natural de Montesinho para além de zonas tampão nos seus limites precisa que os actuais corredores ecológicos com as regiões protegidas adjacentes sejam protegidos nos termos legais, tanto no que respeita ao lado espanhol como ao lado português. Desta forma se garante a estabilidade de espécies e habitats que aí existem, pois mantêm uma grande variabilidade do fundo genético das espécies, crucial para a adaptação e sobrevivência.
Este Parque não apresenta uma continuidade com os Parques vizinhos de Espanha (Parque Natural do Invernadeiro a noroeste e Parque Natural del Lago de Sanábria y alredores, a norte). Seria necessário que uma área intermédia também classificada se estabelecesse, já que as regiões espanholas adjacentes se apresentam bem conservadas. Claro que temos de atender que toda essa faixa espanhola a norte se encontra atravessada pela auto-estrada das Rias Baixas (A52), mas esta é rica em túneis e viadutos, perfazendo um total de cerca 5 Km, numa extensão de 55 Km de percurso, que permite o livre trânsito que seres vivos.
Não podemos esquecer que algumas dessas áreas adjacentes estão classificadas ao abrigo da Rede Natural 2000, mas não estabelecem a tal ponte ecológica que refiro. É o caso da Pena Maseira, na região Ocidental esta foi criada com o intuito de ser uma zona de tampão para o PNM (ver aqui): “Calidad: Espacio fronterizo con el Parque Natural de Montesinho (Portugal). Su principal cualidad es la de tener una funcion de amortiguación de impactos para este Parque Natural. Presencia de poblaciones estables de Lobo (Canis lupus).” E ainda dizem que os espanhóis não têm sensibilidade ambiental! (estou a lembrar-me das eólicas próximo à serra de Montesinho, bem mas isso já pertence a Castilla e Léon, pelo menos os galegos têm alguma).


A nordeste existe a Sierra de La Culebra, também protegida ao abrigo da Rede Natura, que tem importantes populações de lobo e de veado, esta serve de tampão e de fonte para a troca de genes entre as populações transfronteiriças de lobos, essencialmente.


Só a região central da fronteira a norte entre os 2 países é que não tem estatuto de protecção, que curiosamente é onde existe maior altitude (Sierra de la Gamoneda, Secundera, Canda). É também onde estão instalados os parques eólicos espanhóis. Portanto, reafirmo, eles estão fora da Rede Natura, ao contrário do que afirmam os jornalistas que dizem estar na Sierra de La Culebra. Ora, deviam informar-se antes de falarem daquilo que não sabem (desinformação é o que não falta).

Para saber mais:

domingo, 18 de novembro de 2007

Tempo frio...já em Novembro

Os últimos dias têm trazido noites muito frias em toda a Península Ibérica, por cá as temperaturas já desceram abaixo dos -10ºC. E os resultados são estes:

18/11/2007

Rio Sabor em Gimonde





Rio Igrejas em Varge


Campo de cultivo



Rio Sabor