sábado, 24 de novembro de 2007

Corredores ecológicos precisam-se! - Introdução (1 de 3)

Introdução - Situação no lado espanhol

O Parque Natural de Montesinho para além de zonas tampão nos seus limites precisa que os actuais corredores ecológicos com as regiões protegidas adjacentes sejam protegidos nos termos legais, tanto no que respeita ao lado espanhol como ao lado português. Desta forma se garante a estabilidade de espécies e habitats que aí existem, pois mantêm uma grande variabilidade do fundo genético das espécies, crucial para a adaptação e sobrevivência.
Este Parque não apresenta uma continuidade com os Parques vizinhos de Espanha (Parque Natural do Invernadeiro a noroeste e Parque Natural del Lago de Sanábria y alredores, a norte). Seria necessário que uma área intermédia também classificada se estabelecesse, já que as regiões espanholas adjacentes se apresentam bem conservadas. Claro que temos de atender que toda essa faixa espanhola a norte se encontra atravessada pela auto-estrada das Rias Baixas (A52), mas esta é rica em túneis e viadutos, perfazendo um total de cerca 5 Km, numa extensão de 55 Km de percurso, que permite o livre trânsito que seres vivos.
Não podemos esquecer que algumas dessas áreas adjacentes estão classificadas ao abrigo da Rede Natural 2000, mas não estabelecem a tal ponte ecológica que refiro. É o caso da Pena Maseira, na região Ocidental esta foi criada com o intuito de ser uma zona de tampão para o PNM (ver aqui): “Calidad: Espacio fronterizo con el Parque Natural de Montesinho (Portugal). Su principal cualidad es la de tener una funcion de amortiguación de impactos para este Parque Natural. Presencia de poblaciones estables de Lobo (Canis lupus).” E ainda dizem que os espanhóis não têm sensibilidade ambiental! (estou a lembrar-me das eólicas próximo à serra de Montesinho, bem mas isso já pertence a Castilla e Léon, pelo menos os galegos têm alguma).


A nordeste existe a Sierra de La Culebra, também protegida ao abrigo da Rede Natura, que tem importantes populações de lobo e de veado, esta serve de tampão e de fonte para a troca de genes entre as populações transfronteiriças de lobos, essencialmente.


Só a região central da fronteira a norte entre os 2 países é que não tem estatuto de protecção, que curiosamente é onde existe maior altitude (Sierra de la Gamoneda, Secundera, Canda). É também onde estão instalados os parques eólicos espanhóis. Portanto, reafirmo, eles estão fora da Rede Natura, ao contrário do que afirmam os jornalistas que dizem estar na Sierra de La Culebra. Ora, deviam informar-se antes de falarem daquilo que não sabem (desinformação é o que não falta).

Para saber mais:

domingo, 18 de novembro de 2007

Tempo frio...já em Novembro

Os últimos dias têm trazido noites muito frias em toda a Península Ibérica, por cá as temperaturas já desceram abaixo dos -10ºC. E os resultados são estes:

18/11/2007

Rio Sabor em Gimonde





Rio Igrejas em Varge


Campo de cultivo



Rio Sabor

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Património Natural - Tierras Fronterizas


PROJECTO PORTUGAL-ESPANHA COOPERAÇÃO TRANSFRONTEIRIÇA. INTERREG III A. FUNDO EUROPEU DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL

"O espaço de intervenção do Projecto é o do Parque Natural de Montesinho, com uma área aproximada de 75. 000 ha, nos concelhos de Vinhais e de Bragança em Portugal, e o do Espaço Natural da Serra da Culebra e do Parque Natural do Lago de Sanabria com cerca de 66. 000 ha e 22.500 ha, respectivamente.
Este espaço corresponde, em boa parte, ao sistema montanhoso que se estende pelos dois lados da fronteira, das serras de Coroa, Teixeira e Segundera (a poente), pelas serras de Montesinho e Atalaya e vale de Sanabria (ao centro), até aos contornos suaves e de reduzida altitude da serra da Culebra, diluindo-se para leste no vale do Esla, já na imensa planície da Meseta castelhana, que as vizinhas Terras do Tera, de Tábara, de Aliste e de Alba começam a anunciar.
Este sistema de serras encontra-se sulcado de oeste para leste pelo vale do rio Tera, coroado pelo lago glacial de Sanabria. A imensa bacia hidrográfica da barragem de Ricobayo, no rio Esla, e as duas de Cernadilla, Valparaíso e Nuestra Señora del Agavanzal, no Tera, transformaram os vales destes rios numa gigantesca reserva hídrica, enquadrada num meio por vezes escarpado e por vezes mais plano e menos agreste, mas sempre com uma elevada qualidade estética e ambiental. A Sul encontram-se os vales encaixados das nascentes dos rios Tuela e Sabor que marcam a transição para as terras já de menor altitude da parte portuguesa num majestoso cenário de cores e formas com a Serra da Nogueira no meio, a impor a continuidade da montanha nos limites das duas bacias."






"Da caracterização do espaço, da exposição da problemática e da descrição do Projecto depreendem-se os objectivos desta iniciativa que, por sua vez, coincidem com os definidos para o eixo 2 do PIC ao qual se acolhia: o ordenamento e a qualificação do espaço objecto e a memória da sua capacidade competitiva, a promoção e a integração territorial e o desenvolvimento dos espaços rurais à sua volta e o consequente aumento dos fluxos de investimentos, das relações económicas e do número de visitantes de ambos os países, no intuito último de atingir e induzir um desenvolvimento sustentável baseado no aproveitamento e preservação dos seus recursos naturais (aqui entendidos como valores paisagísticos, biológicos, agrícolas, patrimoniais e culturais) e da sua qualidade ambiental."

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Barragem da Foz do Tua vai por fim a 120 anos de História da emblemática Linha do Tua

CONSULTA PÚBLICA
Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico
LISBOA - 26 de Outubro de 2007, pelas 14.30 h
Auditório do Instituto da Água, I. P.
Av. Almirante Gago Coutinho, 30
Tel.: 21 843 00 00

Segue abaixo a hora e local de realização das sessões publicas sobre o Plano Nacional de Barragens, no qual se inclui a mega-barragem de Foz Tua, cuja construção submerge 120 anos de história e uma das obras mais emblemáticas da engenharia portuguesa, a Linha do Tua.
http://www.inag.pt/inag2004/port/diversos/temporario/seguranca/Seguranca.html

Lamentavelmente e como de costume, não está a ser feita qualquer divulgação nem discussão deste assunto. Para contrariar este silêncio dos responsáveis é importante divulgar e, se possível, estar presente nestes encontros.

Convido-vos a deixarem comentários/fotos no Livro de Visitas do site do Movimento Cívico pela Linha do Tua ou o vosso contacto para receberem informações actualizadas.

Qualquer material sobre a Linha do Tua, que julguem pertinente
apresentar no mesmo site, agradeço que nos contactem.

Cumprimentos,
Célia Quintas
Movimento Cívico pela Linha do Tua"

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

terça-feira, 23 de outubro de 2007

FAPAS condena parque eólico

O FAPAS - Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens contesta a possível construção de um parque eólico no PNM alertando para as consequências nefastas que este poderia ter nesta área protegida, além realçar que a crise energética não pode ser pretexto para a implantação de aerogeradores em áreas protegidas, entre outras afirmações...(leia o comunicado aqui)

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Montesinho Vivo vs Quercus - parque eólico

Enquanto que a associação ambientalista Montesinho Vivo defende com veemência a ausência de eólicas no P N Montesinho ( ver comunicado), a Quercus por seu lado, tão condescendente como nunca para assuntos desta natureza, surpreende tudo e todos ao concordar com a exploração eólica em Montesinho (ver notícia).

Uma área natural como esta, em remotas terras do interior da península, nunca se viu tão indefesa como agora. As vozes lúcidas dos que vêem um verdadeiro e promissor desenvolvimento sustentável desta região, sem eólicas, são poucas e não se manifestam tanto como as daqueles que navegam na onda de hipocrisia defendendo uma paisagem metalizada que levará a uma desertificação demográfica definitiva destas terras.
Cerca de 21% do território português pertence à rede europeia de reservas ecológicas - Rede Natura 2000, os restantes 79% estão livres para construir parques eólicos...
Em vez de criarmos condições para classificar mais regiões do território, não!...seguimos o caminho errado de coarctar e, em casos como este, de dizimar as paisagens e habitats naturais que nos restam.