sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Barragem da Foz do Tua vai por fim a 120 anos de História da emblemática Linha do Tua

CONSULTA PÚBLICA
Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico
LISBOA - 26 de Outubro de 2007, pelas 14.30 h
Auditório do Instituto da Água, I. P.
Av. Almirante Gago Coutinho, 30
Tel.: 21 843 00 00

Segue abaixo a hora e local de realização das sessões publicas sobre o Plano Nacional de Barragens, no qual se inclui a mega-barragem de Foz Tua, cuja construção submerge 120 anos de história e uma das obras mais emblemáticas da engenharia portuguesa, a Linha do Tua.
http://www.inag.pt/inag2004/port/diversos/temporario/seguranca/Seguranca.html

Lamentavelmente e como de costume, não está a ser feita qualquer divulgação nem discussão deste assunto. Para contrariar este silêncio dos responsáveis é importante divulgar e, se possível, estar presente nestes encontros.

Convido-vos a deixarem comentários/fotos no Livro de Visitas do site do Movimento Cívico pela Linha do Tua ou o vosso contacto para receberem informações actualizadas.

Qualquer material sobre a Linha do Tua, que julguem pertinente
apresentar no mesmo site, agradeço que nos contactem.

Cumprimentos,
Célia Quintas
Movimento Cívico pela Linha do Tua"

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Outros blogs que estão a seguir os desenvolvimentos das eólicas

Fauna Ibérica
Montanhas Ibéricas
Trilhos e Marcas

Obrigado pelo empenho com que têm seguido este tema, para o bem da conservação da Natureza, em Portugal.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

FAPAS condena parque eólico

O FAPAS - Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens contesta a possível construção de um parque eólico no PNM alertando para as consequências nefastas que este poderia ter nesta área protegida, além realçar que a crise energética não pode ser pretexto para a implantação de aerogeradores em áreas protegidas, entre outras afirmações...(leia o comunicado aqui)

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Montesinho Vivo vs Quercus - parque eólico

Enquanto que a associação ambientalista Montesinho Vivo defende com veemência a ausência de eólicas no P N Montesinho ( ver comunicado), a Quercus por seu lado, tão condescendente como nunca para assuntos desta natureza, surpreende tudo e todos ao concordar com a exploração eólica em Montesinho (ver notícia).

Uma área natural como esta, em remotas terras do interior da península, nunca se viu tão indefesa como agora. As vozes lúcidas dos que vêem um verdadeiro e promissor desenvolvimento sustentável desta região, sem eólicas, são poucas e não se manifestam tanto como as daqueles que navegam na onda de hipocrisia defendendo uma paisagem metalizada que levará a uma desertificação demográfica definitiva destas terras.
Cerca de 21% do território português pertence à rede europeia de reservas ecológicas - Rede Natura 2000, os restantes 79% estão livres para construir parques eólicos...
Em vez de criarmos condições para classificar mais regiões do território, não!...seguimos o caminho errado de coarctar e, em casos como este, de dizimar as paisagens e habitats naturais que nos restam.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Reflexões sobre o futuro de Montesinho e Plano de Ordenamento Proposto

Tendo consciência que qualquer forma ou instrumento de transmissão de conhecimento ou opinião, como um blog, qualquer que seja o seu conteúdo causará sempre algum impacto no receptor. Havendo milhares de receptores a receber, interpretar e transmitir, gera-se uma bola de neve que, em última análise, tem repercussões na sociedade. Posto isto, como blogger sinto que é um dever cívico fazer uma abordagem de temas primordiais para o Parque Natural de Montesinho - o actual Plano de Ordenamento, segundo o meu ponto de vista pessoal, como habitante do Parque e como defensor de uma harmonia socio-economico-ambiental.
Parques eólicos:
tenho uma posição contra.
Razões:
1º - Morte de aves e morcegos:
pelo choque com as pás das eólicas em movimento. Sendo esta área geográfica um local rico em espécies em risco de extinção, como a águia-real, a cegonha-negra, entre outras, cujas populações têm um baixo número de indivíduos e a densidade populacional é escassa; bem como várias espécies de morcegos.
2º - Destruição de habitats:
a construção de caminhos que ligam os aerogeradores entre si, fragmenta os habitats e facilita o acesso das pessoas. Sendo que os locais de implantação dos aerogeradores, são os mais sensíveis e mais ricos em biodiversidade.
3º - Poluição acústica
4º - Poluição visual:
embora os parques eólicos sejam apreciados pela sua imponência e domínio sobre a paisagem, as questões de estética ou expressão artística devem ficar em terceiro plano quando se trata da dinâmica Homem-Ambiente num lugar onde se pretende que os valores naturais dominem e, para isso, até se definem regras sociológicas (legislação) para tal efeito. O Homem tem de deixar o seu "egocentrismo genético" de lado e ficar na plateia como observador, a sua presença só deverá ocorrer para restabelecer o equilíbrio ecológico anteriormente derrubado pelo próprio.
3º - Alto potencial para um turismo sustentável na ausência de eólicas
Uma Paisagem como a de Montesinho que conhecemos hoje, só fará sentido e só será apreciada, enquanto estiver livre de eólicas. Num mundo onde a pressão humana é tão forte e a destruição segue a uma ritmo tão acelerado, cada vez mais são apreciados os refúgios naturais e seminaturais, os quais podem ser "explorados" só por um turismo sustentável nesta era do turismo global. Portanto, esta pode ser uma boa alternativa de futuro para as populações dos concelhos de Bragança e Vinhais. Noto, contudo, que a forma de pensar das populações e dos autarcas continua muito longe desta linha, invocando que o desenvolvimento só se fará à custa de barragens e parques eólicos. Ora Trás-Os-Montes já tem dezenas de barragens e o desenvolvimento que trouxeram é nulo. O interior tem sido, ao longo destas dezenas de anos, sucessivamente discriminado, todos nós sabemos e conhecemos os resultados da diferença de investimento entre o litoral e o interior, a esmagadora maioria desses biliões de euros provenientes da União Europeia foram directos para o litoral. Se o governo quisesse, pela primeira vez, favorecer o interior não o faria com parque eólicos, nem com barragens, os quais são mais uma vez para benefício do litoral superpovoado.
Penso pois, que temos de mudar rapidamente a nossa forma de agir e investir num turismo sustentável, investir no futuro! E esta mensagem deve ser assimilada em primeira instância pelos autarcas.
4º - Falsas promessas de postos de trabalho:
como sabemos a construção de um parque eólico fornece postos de trabalho temporários e a maior parte deles pouco diferenciados.

Em relação à construção de novas vias de comunicação:
os municípios do Parque necessitam de melhores vias de comunicação com Espanha, ligações essas de grande importância para o desenvolvimento de Bragança e Vinhais, que só fazem sentido se se estabelecerem a norte com a A-52, as quais têm de atravessar a totalidade do Parque. Recordo que Madrid está a 3h de distância e as cidades de Galiza e de Castela e Leão a 2h. Ora, o Plano de Ordenamento proposto não interdita, à partida, a sua execução, apenas a condiciona, estando sujeita a aprovação prévia, no qual concordo. Penso que é possível construir um Itinerário Principal, o qual não me parece que cause grandes impactos, se o traçado se fizer por zonas menos sensíveis e importantes em termos ecológicos e se forem construídos corredores ecológicos; se tal não for possível deve-se fazer uma remodelação dos principais acessos, com faixas largas e curvas pouco acentuadas de modo a ser mais rápido e cómodo fazer este percurso.
Existem estradas no parque que precisam recuperação urgente, as quais serviriam de vias secundárias de acesso a Espanha e produziriam uma melhor mobilidade dentro do Parque.
Recuperação do perfil arquitectónico tradicional das habitações
Um aspecto que o Plano de Ordenamento não fala é: a importância da manutenção dos traçados arquitectónicos tradicionais dos edifícios. A maior parte das aldeias estão muitos descaracterizadas, penso que embora a aplicação de uma legislação seja exagerada, a gestão do parque também devia passar por um apoio informativo, técnico e/ou financeiro, por forma a recuperar o perfil arquitectónico destas casas, que enriquecem a região.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

6ª Edição da Norcaça & Norpesca em Bragança

A 6ª edição da Norcaça & Norpesca - Feira Internacional do Norte decorre entre os dias 25 e 28 deste mês no Pavilhão do Nerba em Bragança.

Este ano conta com um atractivo extra, o maior pote do mundo, com uma tonelada de peso, 2,10 metros de altura e capacidade para mil litros, o pote gigante vai cozinhar, ao longo dos três dias do certame, cerca de 700 quilogramas de carne de javali.

Especialmente para os amantes da caça e pesca, aqui fica mais um motivo para visitar esta região.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

RuralCastanea - FESTA DA CASTANHA EM VINHAIS 2007


Tem lugar, em Vinhais, a segunda edição da Festa da Castanha, entre os dias 1 e 4 de Novembro.


Programa:

Permanentemente no local castanha assada (no maior Assador do Mundo)


Dia 1 de Novembro - quinta-feira (feriado)

11h00 – Certificação do”Maior Assador de Castanhas do Mundo”, pelo representante oficial do GUINNESS WORLD RECORDS
15h00 – Cerimónia de abertura da RuralCastaneaVenda e exposição de castanha, Mercado das colheitas de Outono, Stands de produtos de qualidade, Stands de empresas do sector, Exposição de máquinas agrícolas, Restaurantes, Semana Gastronómica da Castanha
15h10 – Animação Musical – Gaiteiros de Vinhais
16h30 – Abertura da Exposição - Projecto Fotográfico -Paisagem do Silêncio – Galeria de Arte Sacra
17h00 – MAGUSTO POPULAR (castanhas e vinho gratuitos)
17h30 – Animação com Caretos de Ousilhão
19h30 – Semana Gastronómica da Castanha (nos restaurantes aderentes)
21h30 – Concerto de Música Portuguesa - XAILE
23h00 – Encerramento



Dia 2 de Novembro - sexta-feira

10h00 – Seminário Ibérico“Promoção e Preservação dos Recursos Ambientais e Naturais” – Aud. Casa do Povo
12h00 - Abertura da RuralCastanea
12h15 – Animação Musical – Gaiteiros de Zido
12h30 - Semana Gastronómica da Castanha (nos restaurantes aderentes)
15h00 – Ateliers e actividades de educação ambiental (orientadas por técnicos)
17h30 – Animação Musical - Gaiteiros da Moimenta
19h30 - Semana Gastronómica da Castanha (nos restaurantes aderentes)
21h00 – Animação Musical “ Concertinas e Desgarradas - CANÁRIO e Amigos”
23h00 - Encerramento


Dia 3 de Novembro, sábado

9h30 – Jornadas do Castanheiro – Aud. Casa do Povo ( programa http://www.arborea.pt/)
11h00 – Abertura da RuralCastanea
11h10 – Animação –“ Caretos de Vila Boa”
12h30 - Semana Gastronómica da Castanha (nos restaurantes aderentes)
13h30 - Animação –“ Caretos de Vila Boa”
14h30 – Circuito Turístico de autocarro “Rota do Castanheiro” (inscrições no secretariado)
15h00 – Teatro - Companhia de Teatro Filandorra
16h30 – Banda de Gaitas de Espanha - Gudiña
17h00 – Concurso da Castanha e de Doçaria de Castanha (recepção dos participantes)
18h00 – Animação Musical – Fanfarra dos Escuteiros de Vinhais
19h30 - Semana Gastronómica da Castanha (nos restaurantes aderentes)
20h00 – Concerto com “Cantus Vetustus” – Cancioneiro Vinhaense
21h30 – Concerto de Musica Popular Portuguesa – VITORINO e Zé CARVALHO
23h00 - Encerramento


Dia 4 de Novembro, Domingo

9h30 – Partida do 4ª PASSEIO de BTT – Tour da Castanha (http://www.montesdevinhais.com/)
10h30 – Abertura da RuralCastanea
12h00 – Actuação da Banda de Vinhais
12h30 - Semana Gastronómica da Castanha (nos restaurantes aderentes)
12h30 – Cerimónia de entrega de prémios dos Concursos
14h30 – Animação Musical com Ranchos Folclóricos
15h30 – Prova de Perícia de Tractores
19h00 - Encerramento