terça-feira, 24 de abril de 2007

Parque eólico no P.N. Montesinho - um golpe letal



"Empresa quer investir 800 milhões de euros em parque eólico em Bragança 19.04.2007 - 18h16 Lusa

A Airtricity Energias Renováveis, empresa de capitais irlandeses e portugueses, anunciou hoje que pretende investir 800 milhões de euros na construção de um parque eólico em Bragança, em pleno Parque Natural de Montesinho.
A nova empresa - que quer entrar no mercado português da energia, produzindo e vendendo directamente ao consumidor – resulta de uma parceria entre a Airtricity irlandesa e portuguesa Enerbaça-Energias Renováveis.Luís Pinho de Sousa, presidente da Enerbaça, diz que o parque eólico poderá produzir entre 400 a 600 megawatts (MW) de energia, o suficiente para "alimentar entre 15 a 20 cidades" como Bragança, que tem cerca de 20 mil habitantes. Luís Pinho de Sousa e o presidente da Airtricity, Paul Dowling, tencionam ter a funcionar "o primeiro aerogerador dentro de um a dois anos", embora ainda não esteja concluído o processo que permitirá avançar com o projecto.Terrenos do projecto em pleno Parque Natural de Montesinho No entanto, o projecto está dependente de estudos e autorizações, nomeadamente ao nível ambiental, já que será desenvolvido em pleno Parque Natural de Montesinho.Apesar de ser ambientalmente um dos sítios mais sensíveis de Portugal, os promotores entendem que "há que avançar sem radicalismos para alterar o tipo de consumo que está a ser feito com combustíveis fósseis".Na cerimónia de apresentação do projecto, o presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, deixou um apelo no mesmo sentido, alertando que "este projecto necessita de muita cooperação institucional e de abertura por parte do Governo e nada de fundamentalismos".O autarca lembrou que as aldeias do Parque Natural de Montesinho perderam, nos últimos 30 anos, metade da sua população, sendo necessário inverter esta tendência com investimentos.Autoridades locais com olhos postos em parques eólicos do outro lado da fronteiraOs parques eólicos que se avistam no lado espanhol continuam a ser motivo de "frustração" para os presidentes de junta de freguesia portugueses, que gostariam de poder usufruir dos mesmos benefícios que os seus vizinhos. As empresas que exploram os parques eólicos no lado espanhol pagam rendas pelos terrenos e uma comparticipação nos lucros de exploração."O que verificamos nas aldeias vizinhas espanholas é que não conseguem gastar todo o dinheiro que recebem", disse Manuel João, presidente da junta de freguesia do Parâmio. Este lembrou que “ainda há muito a fazer nas aldeias do coração do Parque Natural de Montesinho, uma das zonas mais visitadas da região, mas onde os habitantes vivem sem saneamento básico”.Os autarcas receiam que a direcção do Parque Natural ponha "entraves" ao projecto por motivos ambientais, embora ressalvem que "ainda não se sabe como vai ser porque nunca ninguém pediu autorização para fazer uma coisa destas"."

16 comentários:

Victor Alves disse...

Ola eu não concordo com a construção do parque eólico.
Não vejo o porquê de tanto interesse dos autarcas na construção deste parque, até parece que são estas promessas, tal como a barragem do Sabor que vão enriquecer a região, captar pessoas e contribuir para a redução do CO2...desenganem-se. A única alternativa de desenvolvimento sustentado de Trás-os-Montes será o turismo ecológico, rural, cultural e a venda de produtos regionais tais como a castanha e o fumeiro, nesse é que temos de investir, mas sempre respeitando a biosfera envolvente, pois se seguirmos o caminho da destruição, esta paisagem protegida perderá as suas tão nobres qualidades e deixará de ser motivo de visita. Num planeta onde paisagens naturais e sami-naturais são cada vez mais escassas tendem a ser cada vez mais valorizadas.
Tais falsas promessas têm por trás, muitas vezes, interesses pessoais e claro está esta empresa não está a pensar nos interesses dos transmontanos mas antes nos seus. Eu concordo com a construção das eólicas no mar onde o impacto ambiental é reduzido, como fazem os nossos vizinhos galegos ou então em zonas já degradadas. Além disso vejo que os nossos políticos só se sentem muito preocupados connosco nestas ocasiões.
Acho que tem de haver união para impedir que o projecto se concretize!

Anónimo disse...

acabem com o parque...so nos prejudica...não se ve a fazer nada no concelho...quanto a mim se querem continuar com o parque façam-no mudar o nome uma x k nos temos a maioria das terras e n somos montesinho e tb pk o parque não faz bem nenhum..antes pelo contrario..so repoe especies k destroem..n mantem os ecossistemas...

Márcio Santos disse...

Bonita imagem do rio Mente! Já tomei aí bons banhos no Verão!

Manuel Pinto disse...

Também acho, acabem com o Parque e ponham lá a co-incineração. Dá dinheiro, as populações passam a ter acompanhamento médico regular e 223 canais de televisão por cabo, emprego garantido para os filhos nos escritórios da Central de Co-incineração ( e não é muito melhor ser empregado de escritório do que andar a sachar umas couvitas ou tratar das colmeias??), um hipermercado Continente em Paramios e outro na Cova-da-Lua, uma torre de 25 andares em Vilarinho, um casino em Montesinho e muitos, muitos, bares de alterne onde os machos trasmontanos dêem largas à sua testoterona.
Ah, e uma catedral novinha, cheia de dourados em Bragança, com capacidade para 20.000 fieis na missa de Domingo (depois uma boa noitada a "alternar").

Viva o progresso!

mnvalente disse...

É curioso como a culpa é sempre dos outros nestas situações. Estas freguesias são pobres só porque alguém em Lisboa decidiu castigá-las com um estatuto de parque natural que não permite ter nem barragens nem parques eólicos.

Ninguém se insurge quanto à falta de investimento sério no turismo tanto por parte da autarquia como por parte dos investidores privados locais. Ninguém se insurge quanto à pouca vontade de trabalhar da região de turismo, quanto à falta de iniciativas que divulguem o parque como deve ser.

Ninguém se insurge quanto ao facto de não haver UMA ÚNICA bicicleta para alugar em TODO O CONCELHO DE BRAGANÇA!

Por falar em Espanha, nunca vi os autarcas das zonas protegidas a queixarem-se por não poderem instalar parques eólicos. Nem na Sanabria, nem em Somiedo, nem nos Picos da Europa (para falar só nos parques mais próximos de Bragança).

Talvez esteja na hora de aprender um pouco com o país vizinho na forma de fazer turismo, receber turistas, preparar actividades e dinamizar o meio rural. Nem é preciso ir tão longe, basta ir ao Gerês para aprender a dinamizar uma zona protegida sem necessidade de instalar aerogeradores.

E o Sr. Presidente da Cãmara devia ter um pouco mais de pudor em apoiar este projecto que sabe ser ilegal.

Anónimo disse...

Pois é, os apoios comunitários estão reféns do lobby das eólicas, e em Portugal, os lobos já se movimentam para desbaratar tudo entre eles...
Não há natureza que sustenha o impacto destruidor do homem...

O dinheiro vale mais...

Pedro Baptista

Anónimo disse...

pedro batista pk n soltarem perdizes e coelhos para manterem ecossistemas??pk é k o parque so solta porcarias como é o caso do gaviao que kalker dia existem mais do k pessoas no nosso concelho...eu acho k as pessoas s deviam unir....e acabar com a raça desses animais k so prejudicam o ecossistema de outras especies....parece k os do parque nao estudam e sao burrinhos...pelo menos ate agr so tem feito burrices

Márcio disse...

Hummm... Não sei o que pensar! Mas de Chaves já vejo um grande parque eolico a norte de Bragança, não chega?

r.j.h.klein disse...

As a journalist for a tourist magazine (Op Lemen Voeten) in Holland and an author of walking guides about Portugal for the Dutch and Belgian public, I want to express my concern about the recent developments on wind energy in Portugal. I am very pleased to have the opportunity to participate in the current discussion in your country about this very important issue. Despite the fact that I am strongly in favour of the development of renewable sources of energy, I am opposed to the way it is implemented in your country. Portugal has some of the most outstanding natural parks and reserves of Europe. It is a unique landscape with a mixture of Atlantic, continental en Mediterranean climatologic influences. Each of the parks has its own characteristics (landscape, fauna, flora). Why does your country give up so easily this important heritage by allowing to build wind parks within the limits of areas which have the status of protected landscape, such as Serra d’Aire e Candeeiros, Serra da Estrela, Serra do Alvão, Costa Vicentina, nearby the Serra da Peneda and now maybe in Montesinho. There are some strong arguments against this:

- wind energy can never be the only solution regarding renewable sources of energy, while the consequences for the landscape are irreversible. Planning carefully is therefore of the greatest importance.
- natural parks comprise less than 1/5 of the area of Portugal. So it is not necessary to start in these particular areas.
- the economic advantages for the local population have to be compared to the eventual loss of revenues from tourism in the concerning areas. Portugal will be less and less interesting as a holiday country for nature loving foreigners.

It is my prediction that in a few years time the current euphoria concerning wind energy in Portugal will make place for great concern about the increased messiness of your country. I sincerely hope that you will be able to counteract this development. For the generations to come the preservation of unspoiled landscapes are as important as the development of sustainable energy.

Roelof Jan Herman Klein
Amsterdam

Zoelae disse...

Obrigado a todos os participantes que têm expresso a sua opinião.


Thank you, Roelof for your participation in the blog, is good for knowing that the PNM is known internationally and that it h.as people of a other cuntries that is interested for its conservation

Anónimo disse...

Há que devender o Parque Natural do Montesinho e qualquer outra área protegida . Concordo em pleno com o que Victor Alves diz, há organizações de Ecoturismo e de observação de pássaros que procuram sítios como estes, trazendo mais valia para as regiões. Temos que educar abientalmente o director da empressa Airtricity (Paulo Amante) e os Politicos, nem que seja à força. Estes são animais que se estivessem em vias de extinção eu não mexia uma palha que fosse para os salvar.Hoje data em que ocorre o Live Earth é bom que se olhe para estas áreas protegidas como fazendo parte de um Mundo melhor.

Jose Victor disse...

Olá meus conterrânios.
Despertou-me atenção este forum, pois bem, a minha openião:
Os transmontanos são inteligentes mas alguém os quer manter presos à estaca, que nem burro.
Àquilo que chamam Parque de Montezinho é um atraso para as populações.
Se segissem as regras do malogrado parque, até para fazer as necessiddades teriam que pagar impostos.
Acabem com aquilo que chamam parque e deixem vir o progresso.
Eu próprio como empresário gostaria de investir no concelho a que pertenço.
Para que queremos essa área a que chamam parque? Para que todos os anos os fogos consumam uma boa parte? Os rios desse parque estão imundos, caminhos pedonais não existem!!!
Os transmontanos merecem mais e melhor, por isso deixo aqui um alerta a quem de direito: deixem os transmontanos transformar as suas serras em potentes fontes de energia para assim deixarmos de continuar a poluir o ambiente e de mandar as devisas para o exterior, que tanta falta fazem para melhorar o sistema de saúde que nestas paragens é quase inesistente.
Adoro Trás-Os-Montes, mas quando aí chego, pareço chegar a um terceiro mundo; por isso, mais uma vez o meu apelo: deixem trabalhar os transmontanos...o Futuro pertence-nos!!!

rocha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
minuto disse...

Eu acho engracado... sim, dediquem-se a castanha e ao fumeiro, é exactamente aquilo que Portugal precisa para sair do buraco economico em que está. Importar 90% da energia do estrangeiro é bom e sempre nos permite dizer que temos um pais bonito... sem futuro mas bonito... Mas que impacto fazem os parques eolicos senao o visual? Por acaso pensam que um parque eolico implica a construcao de autostradas de 30 metros de largura e alcatrao em todo o lado? por muitos anos vivi em Braganca e do Montesinho ninguem falava, nem visitava, mas quando há progresso á porta é muito bonito.

Anónimo disse...

olá a todos.
Parque Natural sim, eólicas? Porque não? pelo pouco que conheço desta industria sei que as empresas deste sector tem muitos entravez em termos a estudos de impacto ambiental, visual, sonoro... se as coisas forem bem feitas os dois podem coesistir! sou filho de agricultor e cresci num meio rural, sei bem o que é a vida do campo e posso dizer que só o turismo não vai ser suficiente para segurar os jovens no norte, eu sou exemplo.
Sabem quanto custa criar um porco para obter o tal fumeiro?
Sabem quanto custa apanhar castanhas?
Eu sei! e em pouco tempo já ninguem mata porcos como antigamente (ASAE) logo deixa de ser produto tradicional e passa a ser produto industrial.
Eu acho que é bom comentar, mas tambem tem de se saber o que se comenta, ter ideia de como as coisas são no nosso pequeno Portugal.

Anónimo disse...

Caros Senhores digam-me quais as vantagens do Parque Natural, deitar lobos, para destroírem rebanhos, não deixar colocar um parque eólico,eu sou do conselho de Vinhais,e a minha aldeia vai ser uma daquelas que vão receber o parque, e tenho a certeza absoluta, que só o parque eólico, vai dar mais dinheiro num ano que o parque Natural em toda a vida dele.... Sinceramente eu acho que o parque devia arrumar duma vez por todas as suas lamechices, e acordar para o século XXI, pois o que se está a passar é uma vergonha......